Pré-eclâmpsia: sintomas, causas e tratamento.

Pré-eclâmpsia: sintomas, causas e tratamento

A pré-eclâmpsia é uma síndrome que acontece exclusivamente na gestação.
Ela se caracteriza pela elevação da pressão sanguínea, que pode gerar
sintomas desagradáveis e trazer riscos para a saúde da futura mamãe e do
bebê. Esse problema está entre as principais causas de restrição do
crescimento fetal, prematuridade e, também, de mortalidade perinatal.
Normalmente, a pré-eclâmpsia ocorre na segunda metade da gravidez, após as
20 semanas de gestação e tende a se estender por todo puerpério, até 28 dias
depois do parto ou no máximo até que se complete 12 semanas do nascimento
do bebê. Entre 5% e 10% das gestações apresentam casos de pré-eclâmpsia,
sendo que 25% são graves e 75% são leves.
Quer entender melhor o assunto? Leia o artigo e conheça os sintomas, causas
e tratamentos da pré-eclâmpsia.
Sintomas de pré-eclâmpsia
A pressão arterial elevada é o principal sintoma da pré-eclâmpsia, mas não é o
único. A gestante pode apresentar a proteína da urina alterada, inchaço nas
pernas, retenção de líquidos, além de náuseas, fadiga, ganho rápido de peso,
dor de cabeça, dor abdominal, falta de ar, convulsões, diminuição da
frequência urinária e visão embaçada.
Em algumas gestantes, a doença é assintomática. Em outras, os sinais
existentes acabam sendo confundidos com manifestações normais de
gestação, o que atrapalha o diagnóstico. Por isso, é importantíssimo se atentar
a todos os sintomas e fazer o pré-natal regularmente com um obstetra de
confiança.
Causas do problema
A pré-eclâmpsia pode ser causada por múltiplas razões, incluindo, problemas
placentários, fluxo sanguíneo insuficiente para o útero, deficiências no sistema
imunológico, determinados genes, distúrbios na pressão arterial ao longo da
gravidez e danos nos vasos sanguíneos.
Os riscos de pré-eclâmpsia são maiores em mulheres com histórico familiar de
eclâmpsia, grávidas na primeira gestação, gestantes com idade superior a 35
ou inferior a 18 anos, casos de gravidez múltipla e intervalo igual ou superior a
10 anos entre as gestações.
Outros fatores de risco são a obesidade, hipertensão, enxaqueca, diabetes,
doenças renais, artrite reumatoide, lúpus, esclerodermia e tendência ao
desenvolvimento de coágulos no sangue.

Tratamentos possíveis
Com a confirmação do diagnóstico de pré-eclâmpsia, possivelmente o número
de consultas pré-natais irá aumentar, pois a gravidez passa de risco habitual a
alto risco. Os exames de sangue e as ultrassonografias também devem se
tornar mais frequentes.
Certamente o ginecologista obstetra irá orientar a grávida sobre o controle da
doença, através de mudanças no estilo de vida, como a redução da ingestão
de sódio, manutenção do peso, sono de qualidade, prática de exercícios e
adoção de alimentação balanceada.
Em determinados casos, pode ser necessário prescrever medicação para
controlar a pressão, evitar convulsões e diminuir os riscos de complicações
hepáticas. Em quadros graves de pré-eclâmpsia, repouso, hospitalização ou
adiantamento do parto podem ser recomendados. Falando em parto, o
nascimento do bebê traz a cura para a gestante, pois algumas semanas pós-
parto a pressão arterial costuma se normalizar.
Quer saber mais sobre pré-eclâmpsia? Estou à disposição para solucionar
qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus
comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu
trabalho como ginecologista em São Paulo.

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