4 situações em que o parto normal é indicado

Ao descobrir sua gravidez, toda mulher, imediatamente, pensa em como será o parto de seu filho. Além do sonho de um parto impactante e emocionante, também existe o medo de sentir dor e das sequelas por uma escolha inapropriada. Indicado pelos médicos como o mais propício na maior parte dos casos, o parto normal e as situações em que é indicado ainda geram muitas dúvidas para as mulheres.

Considerado único e inesquecível, o parto normal acontece de acordo com a vontade da natureza, sem que seja agendado. Ao longo da história, esse procedimento foi ampliando as suas possibilidades e proporcionando mais segurança tanto à mulher quanto à criança, sem perder a emoção.

O parto normal e suas mudanças na história

Até o final do século XIX, todos os partos eram realizados por mulheres de extrema confiança da família da mãe, que eram chamadas de aparadeiras, comadres ou parteiras leigas. Muito conhecidas na comunidade, eram populares e também referência de sapiência sobre o assunto. Tanto que adotavam técnicas bastante curiosas para partos mais difíceis e até para abortos.

Entretanto, logo no início do século XX, o parto começou a ser controlado pelos médicos, que foram substituindo, aos poucos, a função da parteira. Em 1902, na Inglaterra, foi criada uma lei na qual se estabelecia o vínculo necessário entre médicos e parteira. Seja por motivos assistenciais ou econômicos, a lei tornou o parto normal o procedimento comum, especialmente no Brasil.

Chamado de parto industrializado, o procedimento se tornou tão frequente que se tornou impessoal e mecânico. No mesmo período, a ciência começou a investigar drogas que amenizassem ou impedissem a dor das contrações. No início, era injetada morfina ou escopolamina. Dopada, a mulher se desconectava da situação.

Na década de 1970, o parto normal hospitalar passou a ser obrigatório e começou a perder espaço para a cesariana, principalmente no Brasil. Hoje, o governo federal vem trazendo aos hospitais e postos de saúde métodos para humanizar ainda mais o parto normal e torná-lo cada vez mais natural e seguro a todas as mulheres.

Quando o parto normal é necessário

A maior parte dos médicos reconhece que o parto normal é mais saudável para a mãe e para o bebê. São bem menores os riscos de infecção, a alta e a recuperação são mais rápidas e há um estímulo maior às funções vitais da criança, como o sistema respiratório.

O parto normal foi perdendo espaço para a cesariana, por não proporcionar dor, pela possibilidade de marcar data e hora, por não demandar o trabalho de parto, que pode durar até 18 horas. O pós-operatório e seus riscos, porém, nem sempre são bem informados e causam uma impressão de perfeição irreal. Tanto que uma cesariana só é indicada quando há impossibilidade de nascimento natural ou risco de morte para a mãe, o bebê ou ambos. 

O que muitas mulheres não sabem é que, atualmente, a dor pode ser superada pela anestesia epidural ou técnicas como massagem, imersão, acupuntura entre outras.

Nenhuma mulher pode ser forçada a realizar determinado tipo de parto. A decisão é sempre da mãe, mas a instrução do Ministério da Saúde é clara sobre sua qualidade. Ele é indicado nas seguintes situações:

1 – mulheres que não estão acima do peso;

2 – acompanhamento contínuo do pré-natal, que inclui a realização de exames de sangue, controle da pressão e ultrassonografia;

3 – mulheres com boa alimentação e prática de atividades físicas, para se evitarem problemas como a eclâmpsia.

Anteriormente, quando eram detectadas situações especiais, como o bebê sentado, cordão umbilical enrolado no pescoço e mais semanas de gestação que o ideal, a cesariana era imediatamente realizada. Hoje, grande parte desses problemas podem ser contornados e o parto normal pode ser realizado com segurança.

Cada situação deve ser avaliada pelo médico, de acordo com a saúde da mãe e do bebê.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

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