Também chamada de cistite intersticial, a síndrome da bexiga dolorosa é uma doença crônica caracterizada pela dor pélvica intensa e persistente, principalmente quando a bexiga está cheia. O problema pode afetar homens e mulheres, entretanto, é nove vezes mais comum no sexo feminino.
A síndrome da bexiga dolorosa compromete a qualidade de vida, pois causa desconforto, afeta a qualidade do sono, prejudica a realização das atividades diárias, produz sensações similares a alfinetadas ou punhaladas e pode acarretar sintomas desagradáveis, como a necessidade de ir ao banheiro muitas vezes por dia.
A boa notícia é que essa doença pode ser tratada e controlada. Leia o artigo, conheça melhor a cistite intersticial e saiba mais sobre os sintomas, causas e tratamentos possíveis. Vem comigo entender o assunto!
Sintomas de síndrome da bexiga dolorosa
A síndrome da bexiga dolorosa pode gerar sintomas como dificuldade ou urgência para urinar, pressão na região pélvica, aumento da frequência urinária, bexiga hiperativa, dificuldades sexuais e dor no ventre, lombar, vagina, períneo, testículos ou bolsa escrotal.
Por falar em dor, este é o sintoma mais marcante dessa condição clínica. A depender do caso, ela pode ser mais ou menos severa, mas geralmente provoca muito incômodo. Além dessas manifestações, as infecções urinárias podem ser recorrentes em quem tem esse problema de saúde.
Causas do problema
As causas dessa síndrome ainda não foram completamente esclarecidas, mas acredita-se que a cistite intersticial envolve uma alteração do epitélio urinário, que começa a produzir proteoglicanas e glicosaminoglicanas ineficientes, o que provoca falhas na proteção do muco vesical e favorece o contato direto da bexiga com as toxinas da urina. Essa seria a principal causa da patologia, uma vez que a sensibilidade aumentada do órgão o deixa mais vulnerável a estímulos variados.
Cumpre ressaltar que alguns fatores podem intensificar a dor na bexiga. É o caso do estresse, tabagismo, prática sexual e consumo de certos alimentos, como café, chá, pimenta, frutas cítricas, bebidas alcóolicas, tomate, banana, adoçantes artificiais, produtos derivados do trigo e vitamina C.
Tratamentos existentes
Para tratar a síndrome da bexiga dolorosa é necessário diagnosticar o problema com precisão. O diagnóstico é feito pelo ginecologista ou urologista, com base na análise dos sintomas, relatos do paciente e resultados de exames complementares para excluir doenças que apresentem sinais semelhantes. Tais doenças que precisam ser excluídas pelo diagnóstico são: disfunções miccionais, cálculos renais ou na bexiga, infecção urinária, endometriose, câncer urológico, herpes, etc.
As opções de tratamento incluem o aconselhamento e suporte ginecológico ou urológico, uso de medicação oral ou intravesical (colocada diretamente na bexiga) e procedimento cirúrgico em casos agudos. As técnicas de relaxamento e diminuição do estresse, como ioga, pilates, estimulação elétrica e fisioterapia do assoalho pélvico também podem ser muito úteis no controle dos sintomas. Também é importante evitar os hábitos que agravam o problema.
Quer saber mais sobre a síndrome da bexiga dolorosa? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

