Você sabe o que são ISTs?

Certamente, na sociedade moderna, independentemente da idade, a maioria das pessoas já ouviu falar dos riscos que o sexo sem proteção pode trazer para a nossa saúde. Mas o que talvez elas não saibam, é que, além dos vírus, como é o caso do HIV, outros agentes nocivos também podem ser responsáveis pelo contágio das doenças sexualmente transmissíveis. As chamadas ISTs são infecções de fácil transmissão que, se não tratadas a tempo, podem ter consequências tão graves quanto a própria AIDS.

O que são ISTs?

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), antes conhecidas pela sigla DST, são enfermidades que têm a principal forma de contágio através do contato sexual e podem ser causadas tanto por vírus, quanto por fungos, parasitas e bactérias. Em geral, elas são assintomáticas e o indivíduo pode conviver com o problema sem se dar conta de que estará contaminando outras pessoas.

Como se manifestam?

Normalmente, tais infecções se apresentam por meio de corrimentos, pequenas feridas ou verrugas nos órgãos genitais, mas também podem surgir em outras partes do corpo, como olhos, língua e palma das mãos.

É importante lembrar que nem sempre essas infecções apresentam indícios de estarem presentes no corpo ou muitas vezes esses indicativos surgem só vários anos após o contágio. Além disso, esses sintomas podem se manifestar apenas nos homens ou nas mulheres, as quais podem, inclusive, transmitir as infecções para o bebê durante a gestação, por exemplo. Sendo assim, é fundamental conversar com o parceiro caso surja algum incômodo na área genital, para que ambos procurem aconselhamento médico o quanto antes.

ISTs mais comuns

Dentre as infecções sexualmente transmissíveis mais diagnosticadas estão: VIH/Sida, clamídia, vírus do papiloma humano (HPV), herpes genital, hepatite B, gonorreia ou blenorragia, tricomoníase e sífilis.

Além da relação sexual sem proteção, para o sexo vaginal e anal, o sexo oral e o compartilhamento de brinquedos sexuais são as principais formas de transmissão das ISTs, por isso a importância de se usar camisinha masculina ou feminina em todas as relações sexuais, assim como utilizar preservativos e lubrificantes durante o compartilhamento de vibradores, por exemplo.

Tratamento para ISTs

Algumas dessas infecções, como o papiloma humano, podem ser prevenidas com a vacina distribuída pelo Ministério da Saúde, a qual pode ser tomada tanto por meninos quanto por meninas. Já algumas infecções, quando diagnosticadas, podem ser tratadas com o uso de antibióticos. Porém, existem enfermidades, como VIH, dentre outras, que permanecem no corpo do indivíduo por toda a vida deste e só podem ser controladas com o uso contínuo de medicamentos.

Finalmente, é importante destacar que a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que 1 milhão de novos casos de IST ocorra por dia no mundo, com isso, seja qual for a idade, se uma pessoa é sexualmente ativa, a prevenção se torna a melhor forma de evitar fazer parte dessa alarmante estatística.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Vaginose: sintomas, causas e tratamentos

A vaginose é uma infecção vaginal causada por uma proliferação anormal das bactérias que já estão presentes naturalmente na vagina, em especial a Gardnerella Vaginalis e a Gardnerella Mobiluncos. Esse é um processo que pode ser assintomático ou provocar efeitos diversos, como coceira intensa, odor desagradável e um corrimento acinzentado ou branco espesso.

No artigo a seguir, você vai conhecer mais sobre essa infecção, o que pode causá-la, como se prevenir, quais são os sintomas e como funciona o tratamento.

Sobre a vaginose bacteriana

A grande quantidade de bactérias que convivem na vagina forma a flora vaginal, uma concentração que contribui de forma significativa para a saúde geral da mulher. Na flora vaginal, existem bactérias “boas” e “ruins”, e, quando o equilíbrio entre elas é abalado, existe grande chance de surgir uma infecção chamada de vaginose bacteriana.

Na maioria das vezes a doença não causa qualquer sintoma e não precisa de tratamento, mas, dependendo do caso, pode provocar uma série de efeitos indesejados e outros problemas de saúde, especialmente se a mulher estiver grávida ou deseja engravidar – essa infecção pode atrapalhar tratamentos de fertilidade e causar o nascimento de bebês prematuros.

Causas da vaginose

Como foi dito anteriormente, a flora vaginal é habitada por bactérias “boas”, conhecidas como lactobacilos, que têm a função de deixar a vagina levemente ácida, impedindo a proliferação de bactérias “ruins”. Nesse caso, se a quantidade de lactobacilos diminui e o volume de bactérias ruins aumenta, a doença pode surgir.

Qualquer mulher pode contrair a vaginose bacteriana, mas alguns fatores de risco podem acelerar o processo, como fumar, ter múltiplos parceiros sexuais, usar DIU e realizar ducha vaginal com frequência. Fazer sexo anal seguido de sexo vaginal também pode causar ou acelerar a infeção.

Sintomas

Aproximadamente 50% das mulheres com o quadro em análise não apresentam qualquer sintoma. As demais, no entanto, podem experimentar corrimento branco, verde ou cinza espesso; sensação de queimação ao urinar; cheiro forte de peixe, que fica mais intenso ao fazer sexo.

Prevenção

Para manter a estabilidade da sua flora vaginal, evite eliminar os lactobacilos lavando demais ou usando sabonete para limpar a vagina.

Trazer bactérias estranhas para a vagina também pode causar tal infecção, o que significa usar preservativo em todas as relações sexuais, diminuir a quantidade de parceiros, limpar os brinquedos sexuais após o uso e, quando for ao banheiro, limpar a vagina da frente para trás, evitando trazer bactérias do ânus para a vagina.

Ir ao ginecologista periodicamente também é essencial para prevenir a infecção em análise.

Tratamentos

O tratamento da condição consiste na utilização de antibióticos para conter a infecção, esses podem ser administrados oralmente ou através de um creme ou gel vaginal. É importante continuar o tratamento até o fim, mesmo que os sintomas desapareçam, sob o risco de a infecção voltar.

A mudança de alguns hábitos de higiene e a interrupção sexual também é recomendada para o tratamento da vaginose. Se a parceira sexual for uma mulher, ela talvez precise de tratamento também e deve procurar um ginecologista.

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Saúde da mulher: o que acontece com o corpo durante a TPM?

A tensão pré-menstrual (TPM) faz parte de um período cíclico feminino que antecede o início da menstruação. Nem sempre os sintomas são intensos ou até mesmo perceptíveis, sendo influenciados por fatores físicos, emocionais e sociais. A causa do carrossel de emoções da mulher é o hormônio progesterona, que sofre uma série de alterações e influencia os neurotransmissores cerebrais, responsáveis pelos sintomas.

Quando a mulher tem alterações bruscas de humor, passando de grande alegria para mau humor ou alternando momentos de paz com irritação extrema, possivelmente ela está na TPM. Além disso, ela apresenta inchaços, aumento da vulnerabilidade por baixa imunidade e erupções na pele. Saber que não há nenhum problema psicológico e sim uma fase natural da mulher já é o começo para buscar informações e amenizar os sintomas.

Como surge a TPM

Durante todo o ciclo menstrual, a mulher tem várias oscilações na produção de hormônios. Desde o fim da menstruação até o 15º dia posterior ao período, a produção de estrogênio aumenta muito mais do que o padrão, para então decrescer e dar lugar à alta produção de progesterona. Sua queda só acontece ao começar novamente a menstruação, quando ambos os hormônios praticamente não são produzidos.

Como as células nervosas são afetadas pela produção dos hormônios femininos, há uma influência no aumento e queda mensal da produção de serotonina. Responsável pelo humor, quando esse hormônio está com a produção aumentada, a mulher experimenta sensações de euforia e alegria, acontecendo o oposto quando a produção cai, ou seja, as sensações são de tristeza e depressão.

Na busca pelo bem-estar no período da TPM, que é exatamente o de baixa produção de progesterona e oscilações da serotonina, a mulher tende a ter mais vontade de comer doces. Essa compulsão temporária por açúcar é uma busca inconsciente pelo aumento da liberação de endorfina, que também proporciona sensações positivas e prazerosas.

Como amenizar os sintomas

Não há regras para determinar a intensidade dos sintomas da TPM, que variam para cada mulher e momento que ela está vivenciando. São mais de 80 sintomas, que vão dos mais amenos aos mais intensos, que inclusive podem surgir apenas num determinado período da vida e não mais aparecerem.

O fato é que, para muitas mulheres, o período da TPM é de sofrimento físico e psicológico. Quanto mais tensa a mulher fica com os sintomas, pior eles se apresentam. Quando as alterações hormonais são muito intensas, é preciso que as pessoas mais próximas saibam do problema para compreender e ajudar, não levando a sério as tempestades de humor e a irritabilidade. A sensação de se sentir mal compreendida é fatal para manter o controle emocional.

A alimentação pode ser uma grande aliada para amenizar os sintomas da TPM. Caprichar no consumo de cálcio e de alimentos ricos em vitaminas é perfeito para atenuar os sintomas e ajudar na boa saúde. O consumo de bebidas alcoólicas deve ser controlado, assim como o de gorduras e sódio, para evitar inchaços.

Já a atividade física ajuda na produção de endorfina por meio dos movimentos corporais, a circulação melhora e as dores pré-menstruais são amenizadas. Se a prática escolhida for voltada para a meditação e ioga, há uma ajuda significativa na redução da ansiedade.

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Videolaparoscopia: para que serve o exame

Também conhecida como laparoscopia, a videolaparoscopia é um dos principais exames para se diagnosticarem problemas intra-abdominais. Esse é o melhor meio para o diagnóstico da endometriose, apesar de não ser o 1º exame a ser realizado para tal fim. Além disso, serve como cirurgia para se tratarem patologias nessa região.

Como diagnóstico, esse procedimento é capaz de detectar, além da endometriose: biópsia ovariana, doenças ginecológicas, síndrome aderencial, tumor abdominal, gravidez ectópica, dor abdominal crônica, dentre outras patologias.

Além de diagnosticar, a videolaparoscopia é indicada para outras finalidades, a fim de tratar diversos problemas nessa região, como para operações no aparelho urinário, retirada de lesões ovarianas, retirada de mioma, de apêndice, laqueadura das trompas, histerectomia total, dentre outros tratamentos.

Como é a videolaparoscopia?

Apesar de a laparoscopia ser considerada uma técnica cirúrgica minimamente invasiva, o paciente necessita de uma anestesia geral para que o cirurgião realize um corte na região do umbigo, por onde será inserido um tubo contendo gás carbônico com uma microcâmera no interior. Além dessa incisão, podem ser feitas mais 2, para que outros instrumentos necessários para a exploração da área pélvica sejam inseridos com facilidade.

Tal microcâmera é de extrema importância nesse procedimento, pois é ela que permitirá a visualização de toda a região pélvica e abdominal, que poderá ser vista em um monitor instantaneamente. Assim, o médico e os auxiliares dele poderão analisar profundamente o problema, realizar cortes e soltar aderências presentes. O abdômen do paciente é preenchido com gás carbônico, possibilitando a criação de uma cavidade no interior, onde acontecerá a cirurgia.

Preparo

O preparo para realizar esse procedimento, tanto para fins de diagnóstico quanto para tratamento, necessita de exames anteriores e de avaliação pelo médico do risco cirúrgico para o paciente. Quando é preciso explorar a cavidade abdominal, deve-se esvaziar totalmente o intestino do paciente para a cirurgia, utilizando-se medicamentos voltados para isso por indicação médica, a fim de que nada atrapalhe a visualização do cirurgião.

Por a videolaparoscopia ser minimamente invasiva, são feitos poucos cortes, o que melhora o processo de recuperação do paciente. O tempo para a melhora pode ser entre 7 e 14 dias, dependendo da patologia a ser tratada ou diagnosticada. Logo após a cirurgia, é comum a pessoa sentir enjoo, inchaço, dor no abdômen e nos ombros e ficar com o intestino atrasado. Por ser uma cirurgia que necessita de anestesia geral, é necessário ficar internado no hospital pelo menos 1 dia após o procedimento.

Contraindicações

A videolaparoscopia não deve ser realizada em gestações avançadas, quando houver massa abdominal volumosa, tuberculose no peritônio e obesidade mórbida.

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Síndrome da bexiga dolorosa: sintomas, causas e tratamentos

Também chamada de cistite intersticial, a síndrome da bexiga dolorosa é uma doença crônica caracterizada pela dor pélvica intensa e persistente, principalmente quando a bexiga está cheia. O problema pode afetar homens e mulheres, entretanto, é nove vezes mais comum no sexo feminino.

A síndrome da bexiga dolorosa compromete a qualidade de vida, pois causa desconforto, afeta a qualidade do sono, prejudica a realização das atividades diárias, produz sensações similares a alfinetadas ou punhaladas e pode acarretar sintomas desagradáveis, como a necessidade de ir ao banheiro muitas vezes por dia.

A boa notícia é que essa doença pode ser tratada e controlada. Leia o artigo, conheça melhor a cistite intersticial e saiba mais sobre os sintomas, causas e tratamentos possíveis. Vem comigo entender o assunto!

Sintomas de síndrome da bexiga dolorosa

A síndrome da bexiga dolorosa pode gerar sintomas como dificuldade ou urgência para urinar, pressão na região pélvica, aumento da frequência urinária, bexiga hiperativa, dificuldades sexuais e dor no ventre, lombar, vagina, períneo, testículos ou bolsa escrotal.

Por falar em dor, este é o sintoma mais marcante dessa condição clínica. A depender do caso, ela pode ser mais ou menos severa, mas geralmente provoca muito incômodo.  Além dessas manifestações, as infecções urinárias podem ser recorrentes em quem tem esse problema de saúde.

Causas do problema

As causas dessa síndrome ainda não foram completamente esclarecidas, mas acredita-se que a cistite intersticial envolve uma alteração do epitélio urinário, que começa a produzir proteoglicanas e glicosaminoglicanas ineficientes, o que provoca falhas na proteção do muco vesical e favorece o contato direto da bexiga com as toxinas da urina. Essa seria a principal causa da patologia, uma vez que a sensibilidade aumentada do órgão o deixa mais vulnerável a estímulos variados.

Cumpre ressaltar que alguns fatores podem intensificar a dor na bexiga. É o caso do estresse, tabagismo, prática sexual e consumo de certos alimentos, como café, chá, pimenta, frutas cítricas, bebidas alcóolicas, tomate, banana, adoçantes artificiais, produtos derivados do trigo e vitamina C.

Tratamentos existentes

Para tratar a síndrome da bexiga dolorosa é necessário diagnosticar o problema com precisão. O diagnóstico é feito pelo ginecologista ou urologista, com base na análise dos sintomas, relatos do paciente e resultados de exames complementares para excluir doenças que apresentem sinais semelhantes. Tais doenças que precisam ser excluídas pelo diagnóstico são: disfunções miccionais, cálculos renais ou na bexiga, infecção urinária, endometriose, câncer urológico, herpes, etc.

As opções de tratamento incluem o aconselhamento e suporte ginecológico ou urológico, uso de medicação oral ou intravesical (colocada diretamente na bexiga) e procedimento cirúrgico em casos agudos. As técnicas de relaxamento e diminuição do estresse, como ioga, pilates, estimulação elétrica e fisioterapia do assoalho pélvico também podem ser muito úteis no controle dos sintomas. Também é importante evitar os hábitos que agravam o problema.

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Sífilis: sintomas, causas e tratamentos

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST ou DST) causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum. É uma doença que age silenciosamente, pois mesmo após a infecção inicial, pode levar anos para se manifestar agressivamente.

A pessoa infectada muitas vezes não sabe da existência da doença e, sem saber, passa para seu parceiro sexual. No entanto, é importante ressaltar que a condição tem cura e o seu tratamento vai de acordo com a fase da doença. Continue lendo para saber mais sobre as causas, sintomas e os tratamentos disponíveis. Vamos lá?!

Como você pega a sífilis?

A doença é transmitida através do sexo sem proteção (sem camisinha) e ao compartilhar brinquedos sexuais.

A melhor forma de prevenir a doença é através do sexo seguro, ou seja, usar preservativo em qualquer atividade sexual (vaginal, oral ou anal). Se forem compartilhar brinquedos sexuais, certifique-se de cobri-los com preservativo e lavá-los após o uso.

Quais são as causas?

Como dito anteriormente, a doença é causada pela bactéria Treponema pallidum e é transmitida sexualmente (oral, anal e vaginal). Ao contrário do que muitos acreditam, a doença raramente pode ser transmitida pelo beijo. Além disso, também pode ser congênita, ou seja, passada de mãe para filho durante a gravidez.

No entanto, a doença tem cura e não aparece novamente após o tratamento – a não ser que o indivíduo seja contaminado de novo por alguém ainda infectado.

Como são os sintomas da doença?

Os primeiros sinais e sintomas da sífilis primária normalmente aparecem de 10 dias a 3 semanas após a infecção. O primeiro sintoma é uma ferida indolor no local onde o vírus adentrou – normalmente no pênis, vagina ou ânus e, no caso de transmissão via sexo oral, o pescoço e/ou axila podem inchar. Esses são os sintomas da fase primária.

Quando não tratada, a doença irá progredir para a fase secundária. Essa fase geralmente ocorre entre 2-6 semanas após a infecção. Seus sintomas incluem:

  • sintomas parecidos com os da gripe (dores, cansaço, febre, etc);
  • perda de peso sem motivo aparente;
  • queda de cabelo sem motivo aparente;
  • inchaço das glândulas linfáticas;

Esses sintomas podem desaparecer em questão de semanas ou durar por meses. Novamente, sem tratamento, a doença irá progredir para a fase terciária. Este estágio pode durar anos, até décadas, e seus sintomas são mais graves, os quais incluem:

  • AVC;
  • paralisia;
  • cegueira;
  • surdez;
  • demência;
  • doença cardíaca;
  • erupções cutâneas.

Quando não tratada, nesta fase a doença pode causar a morte. Então, fique atento!

Como a doença pode ser tratada?

Quando diagnosticada no início, a doença pode ser curada com antibióticos. Uma dose de penicilina é eficaz tanto nos estágios iniciais quanto nos últimos estágios.

Caso o paciente seja alérgico à penicilina, outros antibióticos também podem tratar a doença. No entanto, em mulheres grávidas, a penicilina é o único tratamento recomendado.

Enfim, se você se identificou com alguns dos sintomas e acredita que pode ter sífilis, consulte um médico especialista na área (especialmente se você está grávida). Assim você consegue ter uma visão geral sobre o estágio da sua condição (caso realmente seja diagnosticada) e o tratamento indicado para sua fase atual.

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Seis doenças venéreas mais comuns

Até pouco tempo o Ministério da Saúde considerava doenças como a sífilis e a gonorreia como controladas, se manifestando apenas em alguns setores da sociedade e em constante queda de pacientes. Mas, o quadro inverteu drasticamente, com um aumento significativo de casos anualmente.

O crescimento é mundial e um dos motivos é o fato das doenças sexualmente transmissíveis (DST) terem virado um tabu, e pouco se fala sobre elas. Apesar de todo o acesso rápido a informações, os jovens vêm iniciando suas vidas sexuais sem proteção e consequentemente, fazem parte das estatísticas de contaminação.

O aumento assustador das DST

No Brasil, só casos de HIV e sífilis em gestantes são obrigatoriamente notificados ao Ministério da Saúde, o que dificulta conhecer o crescimento de outras doenças. A sífilis, por exemplo, numa contagem superficial da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, indica um aumento de 603% dos casos no período de apenas seis anos. E Estados mais distantes como o Acre e o Pará encabeçam a lista de sua maior incidência proporcional.

A facilidade de realizar exames e o acesso mais rápido ao tratamento tem deixando as pessoas mais relapsas sobre a prevenção. Como o caso do vírus da AIDS, que teve uma grande queda de crescimento no início do século XXI, para retornar com uma velocidade assustadora na atual década. Mesmo sem cura, a doença não é mais devastadora como na década de 80 e é possível conviver com ela normalmente. Assim, muitos pacientes não sabem que possuem o vírus e se tornam potenciais transmissores.

Sintomas como verrugas, lesões, alterações de textura e corrimentos são sinais de uma DST, que pode aparecer em qualquer pessoa que faz sexo sem proteção de camisinha e não em promiscuidade, como o mito que foi criado. Até mesmo alguém que vai perder a virgindade e ter sua primeira relação sexual, pode contrair uma doença se não se precaver.

As doenças venéreas mais comuns

Saiba mais sobre as seis doenças venéreas mais comuns no Brasil e seus principais sintomas:

HIV/AIDS

A AIDS é causada pelo vírus da imunodeficiência humana e transmitida através de uma relação sexual sem camisinha ou pelo contato com sangue infectado. Muitas pessoas com o vírus não apresentam nenhum sintoma e os que apresentam podem ser confundidos com uma gripe forte.

Os sintomas mais comuns são sensação de cansaço, febre e suor noturno, feridas nos genitais, ânus e boca, tosse seca, pele com lesões e feridas, dor de cabeça e rápida perda de peso. Não há cura e quando os sintomas surgem é preciso ministrar um conjunto de remédios para controlar a doença.

Sífilis

A doença é transmitida pela bactéria Treponema pallidum unicamente por relações sexuais ou em mães grávidas contaminadas que repassam para o bebê. E é essa sífilis congênita a única que é obrigatoriamente informada ao Ministério da Saúde.

Ela passa por três estágios e os primeiros sintomas surgem cerca de 40 dias após o contágio. Na primeira fase surgem feridas na região genital ou na boca e as primeiras manchas no corpo. Em seguida, na segunda fase, há uma espécie de alergia. A terceira fase é quando a doença provoca lesões neurológicas, cardiovasculares e pode levar a morte. Os sintomas da terceira fase são febre, perda de cabelos, perda de visão, garganta dolorida, cansaço, perda de peso, dor de cabeça e feridas pelo corpo. Há tratamento para a doença pelo SUS.

HPV

O papilomavírus é transmitido pelo sexo e agente do HPV, que tem mais de 200 variações. O principal sintoma o aparecimento de verrugas nos órgãos sexuais, no ânus, colo do útero e boca, mas é possível que ele não manifeste e o vírus fique encubado.

O principal risco da doença é ela ser a principal motivadora para o câncer no colo do útero, garganta e no ânus, já que na maior parte ele não é totalmente erradicado.

O exame preventivo de mulheres e vacinas para crianças e adolescentes ajudam a prevenir e detectar a doença.

Gonorreia

A bactéria Neisseria gonorrhoeae que causa uma infecção na uretra. Ela se pronuncia com dor e ardência ao urinar, sangramento e corrimento no local e o tratamento é feito com antibióticos. O parceiro também deve tomar os medicamentos, mesmo sem os sintomas.

Herpes genital

Com pequenas bolhas e lesões na área genital, com coceira, dor ao urinar e febre, a herpes é transmitida pelo sexo. Não há cura e o tratamento apenas ameniza os sintomas, que poderão surgir em vários momentos da vida.

Hepatite B ou C

A hepatite B é transmitida pelo sexo, transfusão ou contato com o sangue. Já a C, a transmissão por sexo é rara, mas é uma possibilidade. A previsão é de que há mais pessoas portadoras do vírus sem saber do que conscientes.

Os sintomas podem incluir inchaços, enjoo, cansaço, tontura e olhos amarelados, podendo desenvolver cirrose e câncer. O SUS distribui vacinação gratuita contra hepatite B.

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O que é uroginecologia

A ginecologia é uma especialidade médica bastante ampla, que estuda tudo o que se relaciona à saúde da mulher, como gestação, doenças, problemas hormonais, incontinência urinária, dentre outros. Como você pode perceber, é uma área que engloba muita coisa.

Dentro da ginecologia, é possível se especializar em pequenas áreas, para se possa aprofundar nesse estudo. É o que acontece com a uroginecologia, que é uma subespecialização da ginecologia.

Por não ser uma especialidade médica, se você procurar nos catálogos de Conselhos Regionais de Medicina, não irá localizar um médico uroginecologista. Caso você não possua uma indicação de um médico dessa subespecialidade, procure por um clínico geral ou até mesmo um ginecologista, pois ele certamente irá fazer o encaminhamento correto caso seja o seu caso.

Problemas de incontinência urinária, de útero, cistite, flacidez, dor pélvica ou qualquer outro problema de saúde ligado às regiões de vagina, reto, intestino ou pélvis são tratados pela especialidade médica em questão, incluindo dores no momento das relações sexuais.

Se qualquer um desses problemas for detectado, você poderá procurar um médico uroginecologista ou, dependendo do caso, até mesmo um fisioterapeuta com especialização em uroginecologia.

O que um uroginecologista pode tratar

Incontinência urinária

Esse é um problema que aumenta com a idade e que pode também afetar homens. Entretanto, as mulheres possuem 3 vezes mais chances de serem acometidas por ele. A incontinência urinária ocorre quando há uma perda involuntária da urina. O tratamento pode ocorrer por meio de fisioterapia, cirurgia ou medicação ou, ainda, pela combinação desses.

Incontinência intestinal

Também chamada de incontinência fecal ou perda do controle intestinal. Assim como ocorre na urina, é uma situação constrangedora e que pode ser contornada por um tratamento designado pelo uroginecologista.

Bexiga baixa

Também conhecido como prolapso genital, esse problema acomete em maior número as mulheres acima de 40 anos e que já tiveram filhos. Isso ocorre geralmente em decorrência da gravidez e do parto, quando a parede da vagina ou da bexiga se enfraquece. Nos casos mais graves, a cirurgia pode resolver. No estágio inicial ou como forma de prevenção, é possível fazer exercícios para fortalecer os músculos dessa região.

Se você possui ou conhece qualquer pessoa que tenha problemas na região de útero, vagina, reto, intestino ou pélvica, indique o tratamento com um médico da área de uroginecologia. Se não for possível, consulte o seu ginecologista ou procure um que certamente irá avaliar a melhor metodologia de tratamento para essa região tão delicada da saúde feminina.

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3 tipos de infecção vaginal

A maioria das mulheres já teve ou ouviu falar de alguns sintomas que envolvem infecções vaginais. Corrimento, odor e irritação são só alguns exemplos do que as infecções neste local do corpo podem causar.

Dados apontam que 75% das mulheres passam por este problema ao menos uma vez na vida. O alvo principal são mulheres em idade reprodutiva. Estas infecções, quando não tratadas, causam complicações nos órgãos e durante a gestação.

Qual a causa destas infecções?

Há uma flora microbiana dentro da vagina, e isto é natural do corpo da mulher. Dentro desta flora existem os lactobacilos, que além de proteger o sistema imunológico na área genital não permitem o crescimento de bactérias.

Quando estes lactobacilos ficam em baixa (por questões ainda desconhecidas), outras bactérias que estão no local ficam livres para se multiplicar, o que pode acabar resultando em uma infecção, como a vaginose bacteriana. 

Conheça 3 tipos de infecção vaginal

Candidíase vaginal

O fungo Candida albicansé naturalmente encontrado no organismo, mas com alterações ocorrentes na acidez da vagina, ele é multiplicado de forma desordenada. Este tipo é o mais comum entre as infecções e costuma causar bastante desconforto, inchaço, coceira e ardor na área da vulva.

O corrimento passa a vir em um tom branco amarelado além de a substância apresentar uma textura mais densa.

Clamídia

O diagnóstico desta infecção em questão é mais difícil, por conta do fator assintomático. Geralmente, ela apresenta um fluxo com um tom mais branco, sangramento, dor e um cheiro diferente.

Dependendo do caso, a mulher pode se tornar infértil. Por isso, é preciso tomar todas as precauções e procurar um médico para tratamento.

Vaginite não infecciosa

Ela é uma inflamação na vulva ou na vagina, resultado de uma reação alérgica que provoca grandes quantidades de corrimento, dor pélvica e ardência. Geralmente, é causada por uso de desodorizantes e espermicidas.

Quais os sintomas gerais?

  • Mudança na cor do corrimento vaginal;
  • Mudança na textura do corrimento vaginal;
  • Ardência na hora de urinar;
  • Dor ou inchaço na vulva;
  • Dor durante relações sexuais.

A camisinha realmente previne?

Com certeza! O sêmen, quando em contato com os órgãos genitais femininos, contém uma substância que “para” o sistema de defesa da mulher por algumas horas, ou seja, ela fica desprotegida e mais suscetível a infecções.

Este é um mecanismo do corpo para quando há o desejo de engravidar. Assim, o organismo não rejeita o corpo estranho que está recebendo, no caso o sêmen, e a fecundação pode ser concluída.

Porém, a ausência de camisinha quando não há a pretensão de engravidar, além de criar um ambiente propício para infecções vaginais, também pode levar à contaminação por doenças sexualmente transmissíveis ou até o câncer, pelo vírus do HPV, por isso a importância da prevenção.

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O que é criocauterização do colo uterino

A criocauterização do colo uterino é um procedimento realizado para tratar infecções causadas pelo vírus HPV, problema que afeta cerca de 25% das mulheres sexualmente ativas.

A ação do HPV no colo do útero provoca uma lesão que pode evoluir para câncer, caso não seja tratada a tempo. Daí a importância da realização do exame papanicolau, que identifica a existência de feridas no útero. As lesões também podem surgir em decorrência de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e alterações hormonais.

Sintomas de feridas no útero

A mulher deve observar, no dia a dia, alguns sinais característicos de infecções e feridas no colo do útero:

  • corrimento vaginal (branco, amarelo, esverdeado);
  • dor e/ou inflamação na pelve;
  • ardência ao urinar;
  • coceira intensa na vagina;
  • sangramento após o sexo;
  • resíduos incomuns na calcinha.

Como funciona a criocauterização do colo uterino

A cauterização do colo uterino pode ser realizada no consultório ginecológico, com anestesia local. A mulher permanece na maca, na mesma posição em que fica quando faz o exame papanicolau.

O médico aplica a anestesia no colo do útero e, depois, introduz o aparelho de cauterização para queimar as lesões. O procedimento pode ser feito com produtos químicos ou a laser.

O procedimento é rápido e indolor. A paciente sente apenas desconforto devido à posição em que fica e no momento da abertura da vagina com o espéculo.

Não há necessidade de internação. Depois da cauterização, a paciente pode retornar para casa. É importante, porém, que ela esteja acompanhada de uma pessoa adulta, pois, ao deixar o consultório médico, ainda estará sob efeito da anestesia.

A cauterização do colo uterino pode causar câimbras no abdômen e sangramento. Para as dores, o médico receitará analgésico. Se houver sangramento, a mulher deve usar absorventes. Caso o sangramento seja intenso e haja febre, é importante ir ao médico, pois esses sintomas podem indicar hemorragia ou infecção.

Durante 30 dias, a mulher não deverá manter relações sexuais, prazo necessário à cicatrização do colo do útero. Como a cauterização cura as feridas existentes, mas não elimina o vírus HPV, é importante que a mulher use o preservativo sempre, mesmo que faça uso de outros métodos contraceptivos.

Principais exames do colo do útero

Papanicolau

Neste exame, o médico coleta amostra de secreção da vagina e material do colo do útero. O resultado mostrará se há lesões no colo uterino, inflamações, doenças sexualmente transmissíveis, cistos e lesões possivelmente causadas pelo HPV.

Colposcopia

Este exame é realizado quando o papanicolau apresenta resultado positivo. A colposcopia é um exame mais detalhado, que permite ao médico visualizar as lesões no colo do útero.

Biópsia

Se houver fortes indícios de lesões graves, que podem evoluir ou já evoluíram para o câncer, o médico faz a biópsia. Confirmando a existência de tumor cancerígeno, a mulher é encaminhada para o atendimento oncológico. Feridas benignas podem ser tratadas com a cauterização.

Como evitar infecções no colo uterino

A melhor forma para prevenir infecções no colo do útero — e, consequentemente, procedimentos como a criocauterização do colo uterino — é usar o preservativo em todas as relações sexuais, mesmo com parceiro fixo. É importante também que o parceiro sexual esteja com os exames em dia (DST e HIV).

Embora seja raro, o vírus HPV pode causar câncer no pênis. Ao planejar uma gravidez, o casal deve fazer todos os exames médicos, antes de suspender o uso do preservativo. Todo ano, a mulher deve fazer o exame papanicolau para prevenir o câncer de colo de útero. Infecções devem ser tratadas com brevidade, para evitar consequências graves aos órgãos sexuais.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre o meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

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