Cólica menstrual forte pode ser sintoma de endometriose

Cientificamente chamada de dismenorreia, a cólica menstrual é um desconforto na região abdominal. Caracterizado por pontadas abaixo do abdômen, que podem se espalhar por toda a região, inclusive atingindo a área lombar. Esse sintoma pode ser acompanhado por náusea, vômito, diarreia e tontura.

Na maioria das mulheres, as dores são brandas, mas, em outras, elas podem ser mais intensas e até levar à condição de incapacitação. 

Esse fenômeno se inicia logo nos primeiros anos de vida, após a primeira menstruação, sendo mais intenso nas adolescentes, devido ao amadurecimento dos ovários e à dimensão reduzida do útero. Trata-se de um processo natural por cujos sintomas muitas adolescentes possam passar incólumes.

A dismenorreia primária é aquela decorrente desse processo natural. Inicia-se antes da menstruação e tem duração de no máximo 72 horas. Os sintomas tendem a se atenuar a partir dos 20 anos e posteriormente à gravidez.

Caso o desconforto perdure por mais tempo, e de forma intensa, é preciso que a paciente se submeta a uma investigação médica. A razão é que tais dores podem ser consequência de alguma doença do aparelho reprodutor, como infecções, cistos ou fibroide.

Endometriose

A doença mais comum do aparelho reprodutor, no entanto, é a endometriose. Este mal acomete cerca de seis milhões de mulheres no Brasil. Trata-se de uma enfermidade perigosa, condicionada por fatores genéticos. Ela pode afetar de 10% a 15% das mulheres em idade fértil, das quais 30% podem ficar estéreis.

O endométrio é o tecido que reveste toda a parede interna uterina. Esse tecido é afetado pelo aumento da produção de estrogênio e progesterona pelo organismo. São os hormônios femininos ligados à fecundidade. Quando há maior produção desses hormônios, eles induzem um espessamento do endométrio. Esse processo ocorre quando o corpo está se preparando para ser fecundado, no período fértil. O espessamento do endométrio é fisiológico e é uma adaptação para receber o feto.

Quando não ocorre a fecundação, esse tecido sobressalente é eliminado no sangue, através do processo que conhecemos como menstruação.

Ocorre que, em alguns casos, em vez de ser expelido através do orifício do colo do útero junto com o fluxo menstrual, porções deste endométrio são levados para o ovário, através as trompas e mesmo para outros órgãos dentro da cavidade abdominal. Essa disfunção acarreta as cólicas intensas.

Tratamento

A endometriose pode ser combatida com medicamentos ou cirurgia. Em alguns casos, as terapias podem ser aplicadas em conjunto. 

No tratamento cirúrgico, o endométrio é removido através de laparoscopia. Em alguns casos, via laser. Em situações mais graves, é necessário remover o próprio órgão afetado. 

O tratamento com medicação inclui basicamente analgésicos e anti-inflamatórios. O uso da pílula anticoncepcional também reduz os sintomas provocados pela endometriose, mas todas essas medicações tratam os sintomas e não a doença.

O diagnóstico da endometriose é feito através de exames de imagem, complementados por uma biópsia, normalmente por volta dos 30 anos, apesar de muitas vezes este diagnóstico ser tardio.

O importante é deixar claro que a cólica menstrual não é, necessariamente, indicador de alguma doença, muito pelo contrário. Não obstante, a mulher deve se submeter ao acompanhamento médico e consultar o ginecologista, no caso em que esse quadro ocorra de forma atípica, mais demorada e intensa.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Pré-natal de alto risco: entenda como é o acompanhamento

O período da gestação é uma alegria para a maioria das mães, mesmo com alguns desconfortos naturais desse momento. Porém, algumas mulheres já têm ou acabam adquirindo alguma doença que torna a gravidez bastante delicada e de risco. Para isso, é necessário ter um pré-natal especializado, a fim de evitar que a situação da mãe e do bebê, na gestação de alto risco, agrave-se ainda mais.

Com todas as gestantes, o pré-natal é um acompanhamento necessário para que tanto o médico quanto a mulher saibam a situação de saúde dela mesma e do bebê. Também é necessário para que todos os cuidados sejam tomados para o bem-estar de ambos, e o nascimento seja feito na melhor condição possível.

Condições de alto risco

Para uma gravidez de risco, o pré-natal é diferenciado e muito mais delicado, e é recomendado para mulheres que já tinham ou adquiriram alguma doença durante a gravidez. As condições que determinam a necessidade de um acompanhamento de alto risco são: mulheres com doenças crônicas anteriores à gestação; aquelas que identificam, ao longo da gravidez, uma doença que possa trazer riscos para ambos; e as que tiveram histórico de gravidez de alto risco no passado.

Dentre as doenças crônicas que podem ser carregadas pela mãe antes da gestação, estão: lúpus, doenças psiquiátricas, cardíacas, neurológicas, hipertensão arterial, hepatite, HIV, infecções crônicas, diabetes e outras. Assim, o médico especialista que acompanha a mulher para o tratamento da doença crônica deverá alinhar o tratamento aos procedimentos realizados no pré-natal de alto risco pelo obstetra, com relação aos medicamentos e procedimentos anteriores e posteriores ao parto.

No caso das que tiveram 1 gravidez ou mais de alto risco anteriormente, geralmente essa situação se caracteriza por histórico de abortos de repetição involuntários ou voluntários, hipertensão, descolamento prévio da placenta, dentre outras condições.

Quanto às que não tiveram nenhum tipo de adversidade de saúde em gestações anteriores, o risco de adquirirem uma doença durante a gravidez é bem maior, isso porque o corpo da mulher fica mais suscetível aos fatores de risco externos, já que o organismo estará trabalhando para manter o funcionamento de 2 vidas. Pode surgir um quadro de diabetes, infecção viral ou bacteriana, uma pré-eclâmpsia ou qualquer outra doença comum que possa provocar riscos ao bebê, segundo o obstetra.

Como funciona o pré-natal?

O acompanhamento comum, sem riscos, inicia-se até no máximo a 32ª semana de gestação, com 1 consulta por mês. No começo da gravidez, o médico já pode conversar com a paciente sobre o estado dela, os sintomas e desconfortos, solicitação de exames iniciais e, a partir da 12ª semana de gestação, passa para a parte prática, como medição de peso, altura do útero, batimentos cardíacos, solicitação de exames médicos, aferição da pressão arterial, perguntas sobre as movimentações do feto etc.

Já para quem apresenta alguma das condições prévias citadas, o ideal é compartilhar o desejo de engravidar com o especialista, para que este já a prepare para o pré-natal de alto risco. Além disso, a avaliação do alto risco é bem mais criteriosa durante esse acompanhamento, sendo necessário fazer mais exames específicos e mais consultas que em uma gestação normal.

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Inflamação pélvica: causas, sintomas e tratamentos

As doenças que atingem os órgãos do aparelho reprodutor feminino requerem uma atenção especial, já que a falta de tratamento adequado pode não apenas resultar em um problema generalizado, mas até mesmo afetar a fertilidade da mulher.

Em relação a isso, uma doença que chama a atenção dos médicos é a inflamação pélvica, que, segundo estimativas, atinge entre 2 e 10% das mulheres sexualmente ativas no Brasil. Entenda o que causa esse problema, quais são os sintomas e as formas de tratamento recomendadas.

A relação entre DIP e DST

A inflamação pélvica ou doença inflamatória pélvica, conhecida também pela sigla DIP, é uma infecção do trato genital feminino que pode afetar diversos órgãos do aparelho reprodutor, como o útero, as trompas de Falópio e os ovários, caso não seja tratada adequadamente. Em situações mais graves, pode se estender até para regiões pélvicas e abdominais.

A DIP é causada principalmente por uma doença sexualmente transmissível (DST), como a gonorreia ou a clamídia. Quando essas bactérias não são tratadas enquanto ainda estão na vagina, podem se proliferar e atingir a parte superior do aparelho reprodutor, causando infecção nos órgãos internos.

Por conta disso, a principal forma de contágio da doença inflamatória pélvica é por meio de relação sexual sem o uso de preservativos com parceiros que tenham a doença. Cerca de 15% das mulheres infectadas com uma das DSTs acabam desenvolvendo o problema.

Também há casos em que a infecção ocorre depois de algum procedimento médico feito de maneira inadequada nessa região, como a implantação de um dispositivo intrauterino, DIU, curetagem, biópsia da região uterina ou qualquer outra que afete a parte interna do sistema reprodutor.

Sintomas da inflamação pélvica

A doença inflamatória pélvica geralmente causa dor em diversas partes do corpo da mulher, como a região mais baixa do abdômen, nas costas e durante a relação sexual.

Outros sintomas comuns são febre alta (acima de 38 graus), fadiga, náuseas e vômitos. Em algumas situações, a mulher pode apresentar também secreção vaginal (do colo do útero), menstruação irregular, sangramento após relação sexual e dor ao urinar.

Diagnóstico e tratamento

Caso a mulher apresente alguns dos sintomas mencionados, ela deve procurar um médico o mais rápido possível. Quanto antes o diagnóstico for realizado e o tratamento iniciado, maiores as chances de a doença não causar danos no aparelho reprodutor.

Como não há um exame específico para diagnosticar a inflamação pélvica, o médico solicita a realização de diversas avaliações, como levantamento do histórico, exames ginecológicos, análises de sangue e urina, e testes laboratoriais da coleta feita do corrimento vaginal.

Se o diagnóstico de DIP for confirmado, a paciente deve realizar um tratamento à base de antibióticos, que podem ser administrados por via oral ou intramuscular. Ainda que raros, existem casos em que é necessária a internação, como contrair a doença durante a gravidez ou a piora do quadro clínico.

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4 situações em que o parto normal é indicado

Ao descobrir sua gravidez, toda mulher, imediatamente, pensa em como será o parto de seu filho. Além do sonho de um parto impactante e emocionante, também existe o medo de sentir dor e das sequelas por uma escolha inapropriada. Indicado pelos médicos como o mais propício na maior parte dos casos, o parto normal e as situações em que é indicado ainda geram muitas dúvidas para as mulheres.

Considerado único e inesquecível, o parto normal acontece de acordo com a vontade da natureza, sem que seja agendado. Ao longo da história, esse procedimento foi ampliando as suas possibilidades e proporcionando mais segurança tanto à mulher quanto à criança, sem perder a emoção.

O parto normal e suas mudanças na história

Até o final do século XIX, todos os partos eram realizados por mulheres de extrema confiança da família da mãe, que eram chamadas de aparadeiras, comadres ou parteiras leigas. Muito conhecidas na comunidade, eram populares e também referência de sapiência sobre o assunto. Tanto que adotavam técnicas bastante curiosas para partos mais difíceis e até para abortos.

Entretanto, logo no início do século XX, o parto começou a ser controlado pelos médicos, que foram substituindo, aos poucos, a função da parteira. Em 1902, na Inglaterra, foi criada uma lei na qual se estabelecia o vínculo necessário entre médicos e parteira. Seja por motivos assistenciais ou econômicos, a lei tornou o parto normal o procedimento comum, especialmente no Brasil.

Chamado de parto industrializado, o procedimento se tornou tão frequente que se tornou impessoal e mecânico. No mesmo período, a ciência começou a investigar drogas que amenizassem ou impedissem a dor das contrações. No início, era injetada morfina ou escopolamina. Dopada, a mulher se desconectava da situação.

Na década de 1970, o parto normal hospitalar passou a ser obrigatório e começou a perder espaço para a cesariana, principalmente no Brasil. Hoje, o governo federal vem trazendo aos hospitais e postos de saúde métodos para humanizar ainda mais o parto normal e torná-lo cada vez mais natural e seguro a todas as mulheres.

Quando o parto normal é necessário

A maior parte dos médicos reconhece que o parto normal é mais saudável para a mãe e para o bebê. São bem menores os riscos de infecção, a alta e a recuperação são mais rápidas e há um estímulo maior às funções vitais da criança, como o sistema respiratório.

O parto normal foi perdendo espaço para a cesariana, por não proporcionar dor, pela possibilidade de marcar data e hora, por não demandar o trabalho de parto, que pode durar até 18 horas. O pós-operatório e seus riscos, porém, nem sempre são bem informados e causam uma impressão de perfeição irreal. Tanto que uma cesariana só é indicada quando há impossibilidade de nascimento natural ou risco de morte para a mãe, o bebê ou ambos. 

O que muitas mulheres não sabem é que, atualmente, a dor pode ser superada pela anestesia epidural ou técnicas como massagem, imersão, acupuntura entre outras.

Nenhuma mulher pode ser forçada a realizar determinado tipo de parto. A decisão é sempre da mãe, mas a instrução do Ministério da Saúde é clara sobre sua qualidade. Ele é indicado nas seguintes situações:

1 – mulheres que não estão acima do peso;

2 – acompanhamento contínuo do pré-natal, que inclui a realização de exames de sangue, controle da pressão e ultrassonografia;

3 – mulheres com boa alimentação e prática de atividades físicas, para se evitarem problemas como a eclâmpsia.

Anteriormente, quando eram detectadas situações especiais, como o bebê sentado, cordão umbilical enrolado no pescoço e mais semanas de gestação que o ideal, a cesariana era imediatamente realizada. Hoje, grande parte desses problemas podem ser contornados e o parto normal pode ser realizado com segurança.

Cada situação deve ser avaliada pelo médico, de acordo com a saúde da mãe e do bebê.

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Dificuldade para engravidar: quando procurar um especialista?

A Organização Mundial de Saúde indica que até 15% da população mundial possui algum tipo e grau de infertilidade. Até há pouquíssimo tempo a infertilidade era atribuída sempre à mulher, mas a ciência demonstrou que a responsabilidade média é de 40% para cada um e 20% para ambos. Mas, ainda hoje, parte sempre da mulher a busca por respostas para sua dificuldade de engravidar, que pode ser causada por inúmeros motivos, inclusive psicológicos.

A principal dúvida é saber quando procurar um especialista ou se é apenas uma questão de tempo para realizar o sonho da gravidez. A grande maioria dos casos de infertilidade de hoje é tratável. Quanto mais cedo forem identificadas as razões do problema, melhor será o tratamento e maiores as chances de um resultado positivo.

O que é dificuldade de engravidar?

Para que seja identificada uma real dificuldade para engravidar, a mulher precisa passar um ano sem utilizar métodos contraceptivos e buscar a atividade sexual durante seus períodos mais férteis.

Só após esse período se deve buscar ajuda médica para detectar possíveis causas dessa dificuldade. Se já houver histórico médico que indique a probabilidade de infertilidade, como casos de família e mulheres acima de 35 anos, a procura deve ser após seis meses de tentativa.

A fecundação ocorre quando o óvulo é liberado pelos ovários até as tubas uterinas, após a média de 14 dias antes do primeiro dia de menstruação. Com o ato sexual, são expelidos espermatozoides no útero e apenas um consegue atingir o óvulo e fecundá-lo. Se nenhum conseguir, a mulher segue com seu ciclo menstrual normalmente.

Doenças e tratamentos

Mesmo que o processo pareça simples, muitos fatores físicos, ambientais e psicológicos podem influenciar a não fecundação.

Para as mulheres, os problemas físicos mais comuns são de ovulação, que ocorre quando o óvulo não consegue amadurecer ou eles não são produzidos todos os meses como o esperado.

Outros casos são óvulos de má qualidade, com anomalias cromossômicas ou danificados, e as trompas de falópio bloqueadas. Doenças, como a endometriose e a síndrome de ovários policísticos são bastante recorrentes.

Para os homens, os problemas mais comuns são a varicocele, um tipo de varizes nos testículos, obstrução de ejaculação, mobilidade ou contagem de espermatozoides e anticorpos que combatem os espermatozoides.

Entre os problemas que podem atingir tanto os homens quanto as mulheres estão a infertilidade inexplicável, cuja razão específica inexiste, além da combinação de problemas do casal. Considere-se, ainda, que tanto homens quanto mulheres vão perdendo sua fertilidade com o processo de envelhecimento.

Outros motivos ambientais e psicológicos podem influenciar muito na infertilidade do casal. Exemplos são a ansiedade e o estresse, que podem surgir pela pressa de engravidar e a consequente frustração por não conseguir. Nesses casos, não há necessidade de tratamento com medicação nem os mais elaborados de fertilização.

A necessidade é de ajuda psicológica para preparar o casal. Há casos de reprodução assistida que também têm como base a ansiedade, que muito prejudica a obtenção de bons resultados.

Para evitar tanto estresse, os médicos indicam que o casal faça uma avaliação completa de seu potencial reprodutivo antes de iniciarem as tentativas. Tanto o homem quanto a mulher devem passar pelo processo, para evitar qualquer dúvida e ampliar as chances de tratamento, caso seja detectado algum impedimento.

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Anticoncepcional e trombose: existe mesmo relação?

Recentemente, têm surgido vários relatos de mulheres que alegaram ter tido trombose cerebral devido ao uso de pílula anticoncepcional. Existe, mesmo, essa relação? Para descobrir a resposta, em primeiro lugar, é necessário saber em que consiste a trombose. Acompanhe.

Trombose venosa

O quadro se caracterizada pela obstrução de alguma veia, devido a coágulos de sangue em momento e local não adequados. A coagulação do sangue é um mecanismo de defesa do corpo para evitar sua perda, quando se tem um corte, por exemplo.

Cerca de 90% dos casos de trombose costumam ocorrer nos membros inferiores, causando dor e sensação de inchaço. Esse coágulo pode levar a um quadro mais grave, uma vez que pode causar embolia pulmonar.

O quadro surge quando há uma das seguintes situações: alterações no mecanismo de coagulação sanguínea, má circulação ou algum tipo de trauma vascular.

Relação entre trombose e pílula anticoncepcional

A relação entre trombose e o uso de pílula anticoncepcional é real. Mulheres que fazem uso das que contêm drospirenona, gestodeno ou desogestrel têm cerca de 4 a 6 vezes mais chances de desenvolver trombose do que aquelas mulheres que não fazem uso de nenhuma.

No entanto, as chances de isso ocorrer são mínimas, comparando-se aos inúmeros benefícios que a pílula anticoncepcional apresenta, pois, além de reduzir consideravelmente as possibilidades de gravidez, também controla a acne, diminui as cólicas menstruais e reduz as probabilidades de câncer de útero e de ovário.

Para que os riscos do desenvolvimento de coágulos sejam reduzidos é necessário tomar algumas precauções. A mais importante delas é não escolher a pílula por conta própria. Consultar um especialista é imprescindível, pois somente ele, mediante seu conhecimento e análise de exames complementares, pode identificar fatores de risco e doenças associadas e, assim, indicar o produto certo a tomar.

Fatores de risco

Mulheres que fumam, são sedentárias, obesas, têm diabetes, enxaqueca e apresentam histórico da condição na família devem tomar cuidados redobrados quanto ao desenvolvimento de trombose.

Todos os métodos contraceptivos à base de hormônio podem causar a formação de coágulos. Por isso, caso haja algum fator de risco, é necessário considerar outros métodos contraceptivos além da camisinha, como o diafragma e o DIU de cobre ou Mirena.

Mesmo que, de fato, haja uma relação entre a pílula anticoncepcional e a trombose, fazer uso da pílula não é sinônimo de desenvolver a doença.

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Cisto no ovário pode dificultar a gravidez?

Cistos no ovário (também conhecidos como cistos ovarianos) são bolsinhas cheias de líquido que se formam ao redor ou dentro dos ovários. Mesmo que você não tenha ouvido falar muito sobre eles, saiba que são muito comuns — provavelmente a maioria das mulheres deve ter cistos no ovário em algum momento de suas vidas.

Mas, nem todos os cistos ovarianos são iguais. Enquanto alguns são benignos, outros podem afetar sua capacidade de engravidar e existem ainda os cistos malignos, que podem causar câncer.

Por isso, preparamos o artigo a seguir com as principais informações que você precisa saber sobre o modo como os cistos no ovário podem dificultar a gravidez. Boa leitura!

Cistos funcionais

Os cistos funcionais são o tipo mais comum e se formam durante um ciclo menstrual normal. Todo mês, seu corpo desenvolve uma estrutura semelhante a um cisto, chamada folículo, na qual um óvulo se desenvolve.

Quando o óvulo é liberado, o folículo deve se romper por conta própria, mas, às vezes, ele continua crescendo e se enchendo de líquido, formando um cisto funcional. Esses cistos geralmente são inofensivos. Raramente causam sintomas e devem se resolver por conta própria dentro de alguns ciclos menstruais. No entanto, eles podem contribuir para a infertilidade se crescerem muito.

Cistos sintomáticos

Existem outros três tipos de cistos que não estão relacionados ao ciclo menstrual, e são mais propensos a causar dor ou outros sintomas desconfortáveis.

Cistos dermóides

São cistos que podem conter fragmentos ósseos humanos, tecidos, pelos, fluidos e até mesmo dentes. Isso acontece porque eles se desenvolvem a partir das células que criam os óvulos. Pode parecer assustador, mas geralmente são cistos benignos.

Cistadenoma ovariano

Esse tipo de cisto se caracteriza como sacos cheios de líquido ou de muco que se desenvolvem a partir do tecido ovariano. Em alguns casos, eles podem ser cancerosos, mas geralmente não são.

Tanto os cistos dermoides quanto os cistoadenomas podem se tornar grandes, às vezes alterando a posição do ovário e fazendo com que ele se retorça — uma condição dolorosa conhecida como torção ovariana.

Endometrioma

É um cisto relacionado à endometriose. Esses cistos às vezes são chamados de “cistos de chocolate” por causa de sua cor escura. Eles crescem no ovário, formados por tecido endometrial que vão de dentro da cavidade do útero para o ovário e diferentemente da endometriose nos outros tecidos, o endometrioma, quando isolado, não causa dor.

Cistos e fertilidade

A influência de um cisto na saúde e na capacidade de engravidar de uma mulher depende de muitos fatores, incluindo o tipo e tamanho do cisto, a idade da pessoa afetada e a fertilidade geral.

Mulheres com síndrome do ovário policístico também podem enfrentar desafios de fertilidade. Os endometriomas são o tipo de cisto com maior potencial de afetar a capacidade de engravidar (eles podem distorcer a anatomia da pélvis e causar inflamação e cicatrizes), e a mulher pode precisar de tratamento. Cistos dermoides e cistoadenomas não estão associados à infertilidade.

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5 fatores do aborto de repetição

O aborto espontâneo ocorre com 8% a 20% das mulheres. A situação, extremamente dura, pode ocorrer em qualquer circunstância, e não somente decorrente de reprodução assistida. Mas existe um caso, mais raro, que acomete cerca de 1% das mulheres: o aborto por repetição. Trata-se de 3 ou mais perdas gestacionais de até 20 semanas de gravidez e que acontecem seguidamente, sem que haja qualquer gestação completa entre as perdas.

Aliás, vale destacar que o aborto é considerado quando há interrupção da gravidez até a 20ª semana (5º mês), em que o feto tem no máximo 500 gramas.

Normalmente, mulheres com mais de 35 anos são mais suscetíveis ao aborto, bem como, a partir dessa idade, há mais possibilidades de malformações e anomalias que levam a isso.

O tratamento para o aborto de repetição é específico pela causa, não há apenas 1. Existem 5 principais fatores que levam a esse tipo de aborto:

  • Genético;
  • Imunológico;
  • Uterino;
  • Hematológico;
  • Hormonais e infecciosos.

Confira cada uma das causas do aborto de repetição.

1# Causa genética

Alterações cromossômicas impedem a continuação da gravidez. Mutações no número ou na estrutura podem ser casuais ou por influência cromossômica dos pais — o 2º caso se liga aos abortos repetidos. A partir disso, é feito um exame histopatológico, a fim de se saber qual modificação cromossômica gerou o aborto.

2# Causa imunológica

O feto possui características imunológicas do pai e da mãe. Quando se instala e está no organismo materno, o funcionamento é semelhante a um órgão transplantado. O sistema imunológico poderia formar anticorpos, mas normalmente deixa essa ação “passar batida” durante a gravidez. Quando o corpo rejeita a gravidez (aloimune), o problema precisa ser tratado antes mesmo de a mulher engravidar. Além disso, quanto maior a compatibilidade genética entre o casal, mais chances de o aborto ocorrer. No tratamento, a mulher é sensibilizada pelos antígenos do marido para criar anticorpos e reconhecer o embrião.

3# Causa uterina

Malformação na cavidade uterina também pode impedir o crescimento do feto. O mesmo processo ocorre quando a mulher possui miomas ou pólipos. A histeroscopia é feita para avaliar o útero e identificar o problema. Os abortos tardios ocorrem normalmente por conta de útero didelfo, bicorno ou septado.

4# Causa hematológica

Mudanças na coagulação do sangue podem ser mais intensas quando situações hormonais específicas ocorrem, como é na gravidez. Caso a mulher tenha tendência para ter trombose placentária, o desenvolvimento do feto não ocorre. Para identificar a doença, é preciso fazer inúmeros testes de coagulação, e o tratamento pode ser por meio de anticoagulantes injetáveis.

5# Causas hormonais e infecciosas

Casos de toxoplasmose, brucelose, por exemplo, foram as primeiras a serem identificadas como causas de aborto de repetição há pouco tempo. Além disso, os hormônios também podem ser o motivo, como a deficiência na produção de progesterona ou a dificuldade na ovulação.

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5 fatores de risco para a gravidez ectópica

O período de gestação é geralmente um momento que exige atenção e cuidados por parte da mulher a fim de que se desenvolva de forma tranquila para ela e o bebê. No entanto, existem circunstâncias que podem causar sérios problemas para a gestante, como a gravidez ectópica. Entenda como isso acontece e conheça 5 fatores de risco para esse quadro.

O que é gravidez ectópica

A gravidez ectópica é uma complicação que surge quando a gestação ocorre fora do útero. Neste caso, o óvulo fecundado se instala de forma equivocada em lugares que não são adequados para o seu desenvolvimento. Na maioria dos casos, isso acontece nas trompas de Falópio (gravidez tubária), mas também há situações em que o ovo se fixa no ovário, no colo do útero ou até mesmo na cavidade abdominal.

Em uma gravidez normal, após a fecundação, o óvulo migra pela tuba uterina em direção ao útero, onde ocorre a implantação desse ovo na parede do órgão. Nos casos de ectopia, essa migração não se desenvolve da maneira adequada e o óvulo se aloja em outra estrutura.

Sintomas e tratamentos

Os sinais do problema geralmente passam despercebidos no início da gestação e podem se manifestar entre a sexta e a oitava semana, como dores abdominais, mal-estar, náuseas e menstruação irregular. Como alguns desses sintomas também são comuns em uma gravidez normal, muitas mulheres acabam por ignorar a complicação.

Neste caso, o diagnóstico é feito a partir da análise dos sintomas clínicos, exames de ultrassonografia transvaginal associados aos indícios e testes laboratoriais. Um dos hormônios analisados é o Beta HCG, cuja taxa de elevação abaixo do normal é um indicativo do problema.

Caso a gravidez ectópica seja confirmada, existem dois tipos de tratamento. O medicamentoso é indicado nos casos em que o embrião apresenta menos de 4 centímetros e ausência de batimento cardíaco no feto. A droga é administrada via intramuscular para impedir o desenvolvimento do embrião, que é absorvido pelo organismo.

A outra forma de tratamento é a cirurgia laparoscópica, cujo objetivo é retirar o embrião e reparar a região danificada. Caso a trompa esteja seriamente danificada, o profissional pode também realizar a remoção.

5 fatores de risco para a gravidez ectópica

É importante frisar que a gravidez ectópica pode acontecer com qualquer mulher, mas existem fatores de riscos que aumentam as chances de que isso ocorra fora do útero e causem problemas de saúde. Os mais comuns são:

Problemas prévios nas trompas

Caso a mulher já tenha tido lesão estrutural, inflamação ou infecção nas trompas, o risco aumenta. Além disso, intervenções cirúrgicas ou problemas na ligadura dessa região também são fatores de risco.

Uso incorreto do DIU

O dispositivo intrauterino é um método contraceptivo comum entre mulheres. Nesse caso, é o uso incorreto do DIU que contribui para a ocorrência do problema.

Gravidez ectópica prévia

Se a mulher já teve o problema anteriormente, a chance de desenvolver outra gravidez do tipo é maior em uma nova tentativa. Por isso, é essencial o acompanhamento médico.

Doença inflamatória pélvica

Esse tipo é causado com mais frequência por doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia ou gonorreia, que podem deixar lesões e cicatrizes nas tubas.

Tabagismo

Caso a mulher seja fumante, isso aumenta as chances de problemas durante o processo de gestação, entre eles, a gravidez ectópica.

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5 fatores do aborto de repetição

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O aborto espontâneo ocorre com 8% a 20% das mulheres. A situação,
extremamente dura, pode ocorrer em qualquer circunstância, e não somente
decorrente de reprodução assistida. Mas existe um caso, mais raro, que
acomete cerca de 1% das mulheres: o aborto por repetição. Trata-se de 3 ou
mais perdas gestacionais de até 20 semanas de gravidez e que acontecem
seguidamente, sem que haja qualquer gestação completa entre as perdas.
Aliás, vale destacar que o aborto é considerado quando há interrupção da
gravidez até a 20ª semana (5º mês), em que o feto tem no máximo 500
gramas.
Normalmente, mulheres com mais de 35 anos são mais suscetíveis ao aborto,
bem como, a partir dessa idade, há mais possibilidades de malformações e
anomalias que levam a isso.
O tratamento para o aborto de repetição é específico pela causa, não há
apenas 1. Existem 5 principais fatores que levam a esse tipo de aborto:
 Genético;
 Imunológico;
 Uterino;
 Hematológico;
 Hormonais e infecciosos.
Confira cada uma das causas do aborto de repetição.
1# Causa genética
Alterações cromossômicas impedem a continuação da gravidez. Mutações no
número ou na estrutura podem ser casuais ou por influência cromossômica dos
pais — o 2º caso se liga aos abortos repetidos. A partir disso, é feito um exame
histopatológico, a fim de se saber qual modificação cromossômica gerou o
aborto.
2# Causa imunológica
O feto possui características imunológicas do pai e da mãe. Quando se instala
e está no organismo materno, o funcionamento é semelhante a um órgão
transplantado. O sistema imunológico poderia formar anticorpos, mas
normalmente deixa essa ação “passar batida” durante a gravidez. Quando o
corpo rejeita a gravidez (aloimune), o problema precisa ser tratado antes
mesmo de a mulher engravidar. Além disso, quanto maior a compatibilidade
genética entre o casal, mais chances de o aborto ocorrer. No tratamento, a
mulher é sensibilizada pelos antígenos do marido para criar anticorpos e
reconhecer o embrião.

3# Causa uterina
Malformação na cavidade uterina também pode impedir o crescimento do feto.
O mesmo processo ocorre quando a mulher possui miomas ou pólipos. A
histeroscopia é feita para avaliar o útero e identificar o problema. Os abortos
tardios ocorrem normalmente por conta de útero didelfo, bicorno ou septado.
4# Causa hematológica
Mudanças na coagulação do sangue podem ser mais intensas quando
situações hormonais específicas ocorrem, como é na gravidez. Caso a mulher
tenha tendência para ter trombose placentária, o desenvolvimento do feto não
ocorre. Para identificar a doença, é preciso fazer inúmeros testes de
coagulação, e o tratamento pode ser por meio de anticoagulantes injetáveis.
5# Causas hormonais e infecciosas
Casos de toxoplasmose, brucelose, por exemplo, foram as primeiras a serem
identificadas como causas de aborto de repetição há pouco tempo. Além disso,
os hormônios também podem ser o motivo, como a deficiência na produção de
progesterona ou a dificuldade na ovulação.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que
você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre
esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho
como ginecologista em São Paulo.

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