Cólica menstrual forte pode ser sintoma de endometriose

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Cientificamente chamada de dismenorreia, a cólica menstrual é um desconforto
na região abdominal. Caracterizado por pontadas abaixo do abdômen, que
podem se espalhar por toda a região, inclusive atingindo a área lombar. Esse
sintoma pode ser acompanhado por náusea, vômito, diarreia e tontura.
Na maioria das mulheres, as dores são brandas, mas, em outras, elas podem
ser mais intensas e até levar à condição de incapacitação.
Esse fenômeno se inicia logo nos primeiros anos de vida, após a primeira
menstruação, sendo mais intenso nas adolescentes, devido ao
amadurecimento dos ovários e à dimensão reduzida do útero. Trata-se de um
processo natural por cujos sintomas muitas adolescentes possam passar
incólumes.
A dismenorreia primária é aquela decorrente desse processo natural. Inicia-se
antes da menstruação e tem duração de no máximo 72 horas. Os sintomas
tendem a se atenuar a partir dos 20 anos e posteriormente à gravidez.
Caso o desconforto perdure por mais tempo, e de forma intensa, é preciso que
a paciente se submeta a uma investigação médica. A razão é que tais dores
podem ser consequência de alguma doença do aparelho reprodutor, como
infecções, cistos ou fibroide.
Endometriose
A doença mais comum do aparelho reprodutor, no entanto, é a endometriose.
Este mal acomete cerca de seis milhões de mulheres no Brasil. Trata-se de
uma enfermidade perigosa, condicionada por fatores genéticos. Ela pode afetar
de 10% a 15% das mulheres em idade fértil, das quais 30% podem ficar
estéreis.
O endométrio é o tecido que reveste toda a parede interna uterina. Esse tecido
é afetado pelo aumento da produção de estrogênio e progesterona pelo
organismo. São os hormônios femininos ligados à fecundidade. Quando há
maior produção desses hormônios, eles induzem um espessamento do
endométrio. Esse processo ocorre quando o corpo está se preparando para ser
fecundado, no período fértil. O espessamento do endométrio é fisiológico e é
uma adaptação para receber o feto.
Quando não ocorre a fecundação, esse tecido sobressalente é eliminado no
sangue, através do processo que conhecemos como menstruação.
Ocorre que, em alguns casos, em vez de ser expelido através do orifício do
colo do útero junto com o fluxo menstrual, porções deste endométrio são

levados para o ovário, através as trompas e mesmo para outros órgãos dentro
da cavidade abdominal. Essa disfunção acarreta as cólicas intensas.
Tratamento
A endometriose pode ser combatida com medicamentos ou cirurgia. Em alguns
casos, as terapias podem ser aplicadas em conjunto.
No tratamento cirúrgico, o endométrio é removido através de laparoscopia. Em
alguns casos, via laser. Em situações mais graves, é necessário remover o
próprio órgão afetado.
O tratamento com medicação inclui basicamente analgésicos e anti-
inflamatórios. O uso da pílula anticoncepcional também reduz os sintomas
provocados pela endometriose, mas todas essas medicações tratam os
sintomas e não a doença.
O diagnóstico da endometriose é feito através de exames de imagem,
complementados por uma biópsia, normalmente por volta dos 30 anos, apesar
de muitas vezes este diagnóstico ser tardio.
O importante é deixar claro que a cólica menstrual não é, necessariamente,
indicador de alguma doença, muito pelo contrário. Não obstante, a mulher deve
se submeter ao acompanhamento médico e consultar o ginecologista, no caso
em que esse quadro ocorra de forma atípica, mais demorada e intensa.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que
você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre
esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho
como ginecologista em São Paulo.

Gravidez ectópica: conheça os sintomas

Gravidez ectópica é a que se desenvolve fora do útero. No processo normal, o óvulo é fecundado em uma das tubas ou trompas uterinas, próximo ao ovário, e em seguida leva 4 ou 5 dias para percorrê-la, a fim de chegar ao útero, para se fixar na parede deste.

No entanto, pode acontecer de o embrião não chegar ao útero e começar a se desenvolver na própria tuba ou, ainda, em outros locais, como em um dos ovários, no colo uterino ou até numa cavidade abdominal ou no peritônio. Em qualquer um dos casos, o feto não sobreviverá e poderá colocar em risco a vida da mãe, e, por isso, o caso deve ser tratado com urgência. Vamos ver os sintomas e, em seguida, alguns tratamentos.

Os sintomas da gravidez ectópica

Os sintomas se manifestam juntamente dos sinais da gravidez normal, a partir da 5ª semana de gestação (ou seja, depois da suspensão da menstruação), e vão piorando conforme a gestação vai avançando. No início, eles são os mesmos de um aborto espontâneo, como:

  • hemorragia vaginal, leve ou intensa;
  • dor no abdômen.

Quando esse tipo de gestação ocorre na tuba é chamada de gravidez tubária — é a que ocorre na maior parte dos casos de gravidez ectópica. De qualquer modo, uma gestação fora do útero oferece riscos à saúde da mãe devido às hemorragias internas e à possibilidade de rompimento do órgão onde está se desenvolvendo o embrião. Eis alguns sinais que podem indicar essa situação:

  • grande dor na barriga ou na região pélvica, a qual piora com movimento ou esforço. É comum que comece de um lado e depois se espalhe por toda a região;
  • sangramento vaginal, que pode aumentar de intensidade;
  • tonturas, vertigens, desmaios, perdas de consciência, por causa de hemorragias internas;
  • choque hipovolêmico;
  • dor no ombro, por conta de hemorragia no diafragma — o sangramento irrita o músculo, e a dor é sentida no ombro.

Quando se constatam esses sinais, desde as primeiras semanas, é melhor procurar imediatamente um ginecologista ou obstetra, para checar a hipótese de uma gravidez fora do útero. Quanto mais cedo ela for diagnosticada, menos invasivo poderá ser o tratamento.

Os tratamentos

A gravidez ectópica, como se viu, não pode ser levada adiante. O fim da gestação ocorrerá naturalmente, caso contrário, será interrompida pelo médico com o uso de medicamento ou cirurgia. E, no caso da cirurgia, é importante definir qual a melhor possibilidade para evitar danos ao órgão, principalmente a tuba uterina, para não prejudicar a fertilidade feminina.

  • Medicamento: o metotrexato interrompe a formação do feto, e este é reabsorvido pelo organismo em pouco tempo.
  • Cirurgias: a menos invasiva é a laparoscopia — faz-se um furo na barriga da paciente para eliminar o feto (essa técnica também pode ser usada para procurar uma gravidez ectópica). No entanto, se a gestação está avançada e o órgão está se rompendo ou se rompeu, é necessário outro tipo de cirurgia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho comoginecologista em São Paulo.

Pré-natal de alto risco: entenda como é o acompanhamento

O período da gestação é uma alegria para a maioria das mães, mesmo com alguns desconfortos naturais desse momento. Porém, algumas mulheres já têm ou acabam adquirindo alguma doença que torna a gravidez bastante delicada e de risco. Para isso, é necessário ter um pré-natal especializado, a fim de evitar que a situação da mãe e do bebê, na gestação de alto risco, agrave-se ainda mais.

Com todas as gestantes, o pré-natal é um acompanhamento necessário para que tanto o médico quanto a mulher saibam a situação de saúde dela mesma e do bebê. Também é necessário para que todos os cuidados sejam tomados para o bem-estar de ambos, e o nascimento seja feito na melhor condição possível.

Condições de alto risco

Para uma gravidez de risco, o pré-natal é diferenciado e muito mais delicado, e é recomendado para mulheres que já tinham ou adquiriram alguma doença durante a gravidez. As condições que determinam a necessidade de um acompanhamento de alto risco são: mulheres com doenças crônicas anteriores à gestação; aquelas que identificam, ao longo da gravidez, uma doença que possa trazer riscos para ambos; e as que tiveram histórico de gravidez de alto risco no passado.

Dentre as doenças crônicas que podem ser carregadas pela mãe antes da gestação, estão: lúpus, doenças psiquiátricas, cardíacas, neurológicas, hipertensão arterial, hepatite, HIV, infecções crônicas, diabetes e outras. Assim, o médico especialista que acompanha a mulher para o tratamento da doença crônica deverá alinhar o tratamento aos procedimentos realizados no pré-natal de alto risco pelo obstetra, com relação aos medicamentos e procedimentos anteriores e posteriores ao parto.

No caso das que tiveram 1 gravidez ou mais de alto risco anteriormente, geralmente essa situação se caracteriza por histórico de abortos de repetição involuntários ou voluntários, hipertensão, descolamento prévio da placenta, dentre outras condições.

Quanto às que não tiveram nenhum tipo de adversidade de saúde em gestações anteriores, o risco de adquirirem uma doença durante a gravidez é bem maior, isso porque o corpo da mulher fica mais suscetível aos fatores de risco externos, já que o organismo estará trabalhando para manter o funcionamento de 2 vidas. Pode surgir um quadro de diabetes, infecção viral ou bacteriana, uma pré-eclâmpsia ou qualquer outra doença comum que possa provocar riscos ao bebê, segundo o obstetra.

Como funciona o pré-natal?

O acompanhamento comum, sem riscos, inicia-se até no máximo a 32ª semana de gestação, com 1 consulta por mês. No começo da gravidez, o médico já pode conversar com a paciente sobre o estado dela, os sintomas e desconfortos, solicitação de exames iniciais e, a partir da 12ª semana de gestação, passa para a parte prática, como medição de peso, altura do útero, batimentos cardíacos, solicitação de exames médicos, aferição da pressão arterial, perguntas sobre as movimentações do feto etc.

Já para quem apresenta alguma das condições prévias citadas, o ideal é compartilhar o desejo de engravidar com o especialista, para que este já a prepare para o pré-natal de alto risco. Além disso, a avaliação do alto risco é bem mais criteriosa durante esse acompanhamento, sendo necessário fazer mais exames específicos e mais consultas que em uma gestação normal.

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Ginecologia esportiva atua na prevenção de distúrbios na saúde de atletas de alto rendimento

A ginecologia esportiva ainda não é reconhecida por muitas pessoas. A área trata de algo que está cada vez mais em voga. Afinal, a cada ano, aumenta o número de mulheres que praticam esportes, tanto profissionalmente quanto de forma amadora. 

Mesmo assim, esse tipo de atenção médica é mais indicada para atletas profissionais, principalmente aqueles que podem ser considerados de alto rendimento, independentemente do tipo de esporte que praticam.

A ginecologia aplicada ao esporte é muito importante, devido às alterações que ocorrem no corpo e no organismo durante os exercícios. Alguns cuidados extras devem também passar a fazer parte do cotidiano dessas mulheres. Inclusive quando se trata da saúde íntima. Por isso, existe essa especialidade voltada somente para o público citado. Saiba mais a seguir!

Ginecologia esportiva: por que ela é tão importante para as atletas de alto rendimento?

A ginecologia é uma área de extrema importância para qualquer mulher, mas, quando esta é uma atleta de alto rendimento e dedica a vida à prática de atividades físicas, esse cuidado se faz ainda mais presente. Principalmente quando o objetivo é a prevenção de doenças.

Afinal de contas, qualquer alteração na saúde ginecológica, como mudanças ou desequilíbrios no ciclo menstrual, pode causar a diminuição no rendimento esportivo e, em casos mais graves, pode até mesmo afastá-la do esporte.

Nesse sentido, o profissional especializado em ginecologia esportiva deve ter um papel diferenciado. Ele deve orientar a mulher a conhecer melhor o próprio corpo e até indicar tratamentos que possam ajudá-la em sua performance, sem jamais afetar a saúde.

Dentre as orientações mais comuns que um médico dessa especialidade pode garantir às pacientes, podemos citar as informações a respeito de alterações hormonais, sobre o ciclo menstrual e até sobre incontinência urinária. Essa última alteração pode atrapalhar muito a vida de mulheres que praticam esportes. Além disso, cólicas menstruais e a própria TPM também são fatores que devem se manter sempre sob controle. 

Porém, o principal foco desse tipo de atendimento, tão individualizado, está na prevenção de distúrbios e problemas que podem surgir devido à grande carga de atividade física, por exemplo, a ausência de menstruação e até a incontinência urinária, mais comum em atletas que sobrecarregam a região do assoalho pélvico.

O trabalho do ginecologista que se especializa em atletas é sempre realizado levando em consideração todos os pontos da vida da paciente, mas, principalmente, a atividade que ela exerce. Por isso, todo tratamento é sempre individualizado e, na grande maioria das vezes, feito em equipe, com a ajuda e a avaliação de profissionais da medicina de outras áreas, como terapeutas, ortopedistas e educadores físicos.

Trabalhando junto, esse time consegue encontrar soluções, sempre voltadas para uma melhor eficiência dos treinos, sem deixar a saúde e o bem-estar de lado. Isso vale também para a ginecologia esportiva, que atua para garantir um maior equilíbrio à paciente. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Ginecologia na adolescência: Como fazer

Na adolescência, isto é, a partir dos 13 anos, é fundamental que as meninas se consultem com uma ginecologista, pois é justamente nessa etapa da vida que o útero delas está se desenvolvendo. A menarca, nome dado à 1ª menstruação, também ocorre pela 1ª vez nesse período, e, por isso, é necessário que as garotas tenham um acompanhamento médico.

Na primeira consulta da adolescente, geralmente, o ginecologista fala sobre como funciona o ciclo menstrual e como deve ser feita a higienização íntima para evitar as secreções vaginais, além, é claro, de tirar todas as dúvidas que a paciente tem em relação ao próprio corpo e à menstruação.

É muito comum que as mães marquem a primeira consulta das adolescentes, já que elas não têm ideia de como fazer isso e, muitas vezes, ainda ficam com medo ou vergonha de falar que querem ir ao ginecologista. Dependendo do tipo de consulta e da relação entre ambas, as mães também podem acompanhar as filhas na conversa com o médico.

Quer saber como fazer uma consulta com ginecologista na adolescência? Confira as informações deste artigo!

Ginecologista na adolescência: como fazer?

O acompanhamento de um especialista em ginecologia é importante para que a adolescente tire todas as dúvidas e seja bem orientada com relação à própria saúde. Porém, como para muitas famílias o assunto ainda é um tabu, é comum que as garotas fiquem com vergonha de pedir aos pais para irem ao ginecologista.

Vem daí a importância de os pais estarem sempre atentos e oferecerem auxílio às filhas nessa etapa da vida. O indicado é sempre marcar a consulta com um bom ginecologista e procurar profissionais que consigam conquistar a confiança das adolescentes.

Por isso mesmo, é muito comum que as meninas prefiram se consultar com ginecologistas mulheres, visto que muitas delas se sentem mais confortáveis conversando com uma pessoa do sexo feminino. 

Quando ir ao ginecologista pela primeira vez?

Alguns pais levam as filhas ao ginecologista pela 1ª vez quando elas estão com idade entre 8 e 9 anos, que é quando o corpo começa a mudar. No entanto, a maioria das meninas faz a 1ª consulta com o médico após a 1ª menstruação, que pode ocorrer por volta dos 13 anos ou antes, já que não há uma idade específica.

Na infância, nem sempre é preciso que as meninas sejam levadas ao médico. É durante a fase que precede a juventude que as meninas, sem dúvidas, devem ir ao ginecologista, visto que é nessa etapa da vida que elas mais sofrem com as mudanças no corpo e no útero, que se torna fértil após a 1ª menstruação.

Ir ao ginecologista na adolescência, portanto, é fundamental para que as garotas tenham acompanhamento médico de qualidade, além de ser essencial para evitar problemas de saúde, como é o caso da endometriose (localização anormal do endométrio), que atinge mais de 6 milhões de mulheres no Brasil.

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Como fazer a prevenção do câncer de endométrio

Tudo começa com um sangramento uterino anormal depois de a mulher entrar na menopausa. Pode ser irregular, recorrente e grave nas mulheres que ainda possuem menstruação. Quando ele ocorre após a menopausa, de forma anormal, é urgente um atendimento médico, para avaliar o quadro e fazer a prevenção do câncer de endométrio.

Muitas vezes esse câncer é chamado de câncer de útero, porém ele começa no endométrio, que é a camada que recobre as paredes internas do útero. Trata-se do 4º tipo de câncer mais frequente no sexo feminino. 

Ocorre com maior frequência em mulheres com idades entre 50 e 60 anos, ou seja, após a menopausa. É preciso atendimento urgente, porque o câncer de endométrio pode se espalhar rapidamente, por meio de metástases, para várias áreas do corpo – a começar pelas trompas, ovários e coluna cervical, seguindo para as mamas e outros.

A medicina, contudo, tem avançado a passos largos: exames preventivos e diagnóstico precoce tornam os casos mais fáceis de serem tratados e até curados.

Atualmente, existem muitos exames que ajudam no diagnóstico precoce dessa doença. A ultrassonografia transvaginal com doppler avalia o aspecto do endométrio, sua espessura e vascularização. Em caso de imagens suspeitas, prossegue-se com a investigação através de uma histeroscopia onde se faz a biópsia da região alterada.

Uma vez que esse exame detecta a presença de células cancerosas na parede do útero, poderão ser realizados outros exames para avaliar se o câncer se espalhou para além desse órgão.

Quando o câncer está presente no útero, é realizada uma cirurgia ginecológica chamada histerectomia, por meio da qual ocorre a remoção cirúrgica do útero e dos anexos. Por essa cirurgia, o médico também já pode aproveitar para examinar os demais órgãos e verificar se não há nenhuma metástase. Se houver necessidade, retiram-se ainda gânglios da pélvis e outros. 

Em seguida, as partes retiradas da mulher são analisadas por um médico patologista, que é o profissional que poderá dizer se o câncer se espalhou ou não e, caso tenha se espalhado, qual é a extensão do dano que ele está causando no corpo. Também poderá dizer se há necessidade de outra cirurgia, a fim de evitar futuras complicações com essa doença. Deve-se levar em consideração que podem restar ainda células cancerosas tão pequenas que são difíceis de serem detectadas.

O papanicolau é realizado para a prevenção do câncer do colo do útero e não do endométrio, onde podemos identificar: estágio normal; pequenas alterações não cancerosas, chamadas displasia cervical mínima; câncer confinado na parte externa do colo do útero, denominado carcinoma in situ; e câncer invasivo. Por isso, a melhor maneira de evitar esse susto em sua vida é mantendo os exames preventivos em dia.

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Você sabe o que é Desejo Sexual Hipoativo?

A falta de desejo sexual pode ser causada por um problema grave, chamado de Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo – TDSH. Este tipo de problema pode trazer dificuldades nas relações interpessoais, afetivas e principalmente na qualidade de vida.

Isso ocorre porque o desejo sexual envolve muito mais do que o físico, mas também sonhos e fantasias sexuais, que são provenientes do psíquico, e interferem diretamente no estilo e qualidade de vida de um indivíduo.

O que é este transtorno?

O TDSH é caracterizado pela recorrente ausência de desejo ou fantasias sexuais, afetando os relacionamentos com o parceiro. Ela é uma disfunção sexual que acomete mulheres e homens.

Esta doença aparece de forma gradual e piora com o tempo, por isso, a importância de estar atento aos sintomas. A insatisfação sexual, ao afetar o relacionamento afetivo, é responsável pelo surgimento de outros problemas na vida do indivíduo, como a depressão.

Qual a causa do Desejo Sexual Hipoativo?

As causas vão muito além de problemas físicos e libido. Ela, muita vezes, está relacionada a transtornos mentais, traumas e vivências pessoais do paciente.

Fatores biológicos

  • Doenças crônicas;
  • Efeitos colaterais de medicamentos;
  • Desequilíbrios hormonais.

Fatores Contextuais

  • Privacidade;
  • Conforto;
  • Aspectos ambientais;
  • Segurança.

Fatores interpessoais

  • Incompetência do parceiro sexual;
  • Conflitos;
  • Perdas no relacionamento.

Fatores do desenvolvimento

  • Falta de educação sexual;
  • Traumas como coerção sexual;
  • Privação emocional ou física durante a fase de desenvolvimento.

Fatores culturais

  • Crenças religiosas;
  • Conduta sexual apropriada ao meio em que vive;
  • Moral.

Fatores predisponentes

  • Deformidades anatômicas;
  • Timidez;
  • Inibição.

Fatores perturbadores

  • Fadiga;
  • Estresse;
  • Preocupação com imagem corporal.

Fatores psicológicos

  • Transtorno de personalidade;
  • Depressão;
  • Ansiedade.

Fatores precipitantes

  • Menopausa;
  • Infidelidade e divórcio;
  • Dependência química.

Existe algum tipo de tratamento?

Com certeza! Pesquisadores afirmam que existem duas disfunções no cérebro humano que podem desencadear o TDSH, sendo uma no cérebro frontal inferior, onde há uma contenção excessiva. A outra ocorre no lobo parietal inferior e em regiões pré-motoras, que com baixa atividade, resultam na falta de imaginação erótica.

Porém, estes não são os motivos únicos, como comentado acima. Sendo assim, não existe apenas a medicação como forma de tratamento. Muitas vezes é preciso um tratamento de psicoterapia, onde a psique, o corpo e a sexualidade serão trabalhados de maneira conjunta.

É importante entender que cada paciente tem suas individualidades, e o que dá certo para um, não é necessariamente o que o outro precisa. Sendo assim, o tratamento é individualizado, levando em consideração as particularidades de cada caso de desejo sexual hipoativo. Fisioterapia e reposição hormonal também são abordagens realizadas.

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Como casais homoafetivos podem ter filhos por meio da reprodução assistida?

Há até pouco tempo, legalmente não era possível que os casais homoafetivos pudessem ter filhos naturais ou adotivos. No entanto, as leis mudaram e, hoje, esses casais podem ter uma família completa, seja por adoção ou seguindo técnicas de reprodução assistida. 

As técnicas mais utilizadas são a inseminação artificial e a fertilização in vitro, mas é preciso se adequar às regras e conhecer cada passo do procedimento. Neste artigo, esclarecemos as dúvidas mais comuns sobre reprodução assistida. 

As normas éticas da reprodução assistida

A resolução 2.013/13 do Conselho Federal de Medicina (CFM) foi criada para adotar normas éticas para a reprodução assistida de casais homossexuais. Ela considerou as complicações da infertilidade humana como um problema de saúde e visava legitimar tratamento para superá-la.

Também reconheceu legalmente a entidade estável familiar homoafetiva. Com o avanço da ciência, já há uma grande variedade de soluções relacionadas à reprodução dentro dos princípios éticos da medicina, com procedimentos distintos para cada caso. 

A doação de óvulos ou espermatozoides segue as mesmas diretrizes de casais heterossexuais, uma vez que não podem ter caráter comercial. Ou seja, não é possível que se pague qualquer valor para o doador e também não é possível conhecer a identidade deles. Porém, é permitido que a doação seja feita por parentes ou amigos próximos que estejam com a saúde em dia. 

Para realizar o registro civil de quem tem homoparentalidade, é preciso ter um termo de consentimento, com firma reconhecida, bem como um termo de declaração da clínica de reprodução humana. 

Técnicas de reprodução assistida 

Há vários métodos de reprodução assistida, que variam de acordo com o tipo de relação e o organismo. Quando o casal é formado por dois homens, a técnica usada é a fertilização in vitro, para a qual é necessário que haja uma doadora temporária do útero, para receber o embrião e manter a gestação por nove meses. 

A mulher deve fazer parte da família de uma das partes do casal ou pode haver uma requisição ao Conselho Regional de Medicina para que a doadora seja uma amiga próxima. 

No Brasil, é ilegal a barriga de aluguel e, além do útero, é preciso também doar o óvulo a ser fecundado por alguém dos membros do casal. A doação de óvulo é anônima e a mulher deve ter, no máximo, 35 anos de idade e o sêmen pode ser de um dos pais, que faz uma avaliação completa por meio do espermograma completo e de um índice de fragmentação do DNA. 

A fertilização in vitro também pode ser feita por casais de mulheres com o sêmen de um doador anônimo, cuja identidade se manterá em sigilo. É possível também que o casal realize uma gestação compartilhada, em que uma parte fornece o óvulo e a outra engravida. Para ambos os casos, o resultado positivo atinge uma média de 45%. É um método bastante delicado e depende de muitas variáveis que envolvem a saúde do casal.

A inseminação artificial é um método que só pode ser realizado por casais de mulheres. Uma das parceiras recebe uma estimulação da ovulação por um período determinado, para que possa produzir mais óvulos mensalmente. Ao perceber a fertilidade da mulher, são depositados espermatozoides dentro do útero para que, então, o óvulo possa ser fecundado.                                                                                                                                                                                   

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Como é calculada a data do parto

No momento em que a gravidez é confirmada, diversos pensamentos passam pela cabeça da mãe. São inúmeras as perguntas e dúvidas que surgem, e cada uma merece uma resposta ― uma delas é quando o bebê nascerá. Calcular a possível data do parto não é uma conta 100% exata, pois podem ocorrer algumas mudanças no processo, que são difíceis de controlar e prever. Mas existem alguns meios de se encontrar o dia certo, com uma boa precisão.

As informações básicas para o cálculo

Primeiramente, é preciso lembrar que a gravidez dura em média 280 dias. Para algumas mulheres, pode ser um pouco mais, para outras, um pouco menos, mas esse número não sofre muita variação.

Essa diferença nos dias não costuma fazer mal para o bebê, a não ser que esteja um pouco fora do esperado. Nascimentos entre 38 a 42 semanas de gravidez são normais, mas variações tanto para mais como para menos podem trazer certas complicações.

A outra informação importante para o cálculo do nascimento do bebê é a data da última menstruação. Para mulheres com um ciclo regular, essa informação é muito valiosa, já que permitirá um cálculo muito mais preciso.

Além de ser uma ótima informação, o cálculo da data do parto ajuda a mulher a se preparar e a reconhecer quando o momento está chegando, e, assim, quando ela precisa estar mais atenta aos sinais de que chegou a hora.

O cálculo do parto

Para fazer o cálculo em si, o ponto de partida é a data da última menstruação. Então, são subtraídos os dias do ciclo menstrual dos 280 dias totais. O ciclo normal tem duração de 28 dias, então, vamos seguir esse parâmetro.

Para facilitar a conta, pegue o dia da sua última menstruação. Digamos que tenha sido no dia 1º de outubro de 2018.

Então, somam-se sete dias, chegando ao dia 8 de outubro. A partir daí, para facilitar mais a conta, são subtraídos três meses, ou 90 dias, e acrescentado um ano. Podem também ser adicionados nove meses direto. O que for mais fácil. De qualquer forma, chegamos ao dia 8 de julho de 2019.

Segundo o exemplo, essa é a data mais provável para o nascimento do bebê. Porém, é necessário que as informações estejam corretas e que o ciclo seja regular.

A ultrassonografia

Para as futuras mamães com ciclos irregulares, a ultrassonografia é a melhor maneira de determinar a possível data de gravidez. Especialmente o primeiro exame desse tipo, quando feito até a nona semana. Com o ultrassom, é possível ser muito preciso na determinação da data de concepção.

Como deu para perceber, a conta é bem simples de fazer. Para ter ainda mais ajuda, na internet existem diversas calculadoras automáticas, e até mesmo tabelas, que podem ser consultadas de acordo com a data da concepção.

Saber a data do parto é muito importante. Ela ajuda a mamãe e o papai a se prepararem, tanto no aspecto psicológico como no prático. Vale lembrar, mais uma vez, que essa conta não é 100% precisa, então, qualquer diferença em mais ou menos 15 dias está dentro do esperado.

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O que é criocauterização do colo uterino

A criocauterização do colo uterino é um procedimento realizado para tratar infecções causadas pelo vírus HPV, problema que afeta cerca de 25% das mulheres sexualmente ativas.

A ação do HPV no colo do útero provoca uma lesão que pode evoluir para câncer, caso não seja tratada a tempo. Daí a importância da realização do exame papanicolau, que identifica a existência de feridas no útero. As lesões também podem surgir em decorrência de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e alterações hormonais.

Sintomas de feridas no útero

A mulher deve observar, no dia a dia, alguns sinais característicos de infecções e feridas no colo do útero:

  • corrimento vaginal (branco, amarelo, esverdeado);
  • dor e/ou inflamação na pelve;
  • ardência ao urinar;
  • coceira intensa na vagina;
  • sangramento após o sexo;
  • resíduos incomuns na calcinha.

Como funciona a criocauterização do colo uterino

A cauterização do colo uterino pode ser realizada no consultório ginecológico, com anestesia local. A mulher permanece na maca, na mesma posição em que fica quando faz o exame papanicolau.

O médico aplica a anestesia no colo do útero e, depois, introduz o aparelho de cauterização para queimar as lesões. O procedimento pode ser feito com produtos químicos ou a laser.

O procedimento é rápido e indolor. A paciente sente apenas desconforto devido à posição em que fica e no momento da abertura da vagina com o espéculo.

Não há necessidade de internação. Depois da cauterização, a paciente pode retornar para casa. É importante, porém, que ela esteja acompanhada de uma pessoa adulta, pois, ao deixar o consultório médico, ainda estará sob efeito da anestesia.

A cauterização do colo uterino pode causar câimbras no abdômen e sangramento. Para as dores, o médico receitará analgésico. Se houver sangramento, a mulher deve usar absorventes. Caso o sangramento seja intenso e haja febre, é importante ir ao médico, pois esses sintomas podem indicar hemorragia ou infecção.

Durante 30 dias, a mulher não deverá manter relações sexuais, prazo necessário à cicatrização do colo do útero. Como a cauterização cura as feridas existentes, mas não elimina o vírus HPV, é importante que a mulher use o preservativo sempre, mesmo que faça uso de outros métodos contraceptivos.

Principais exames do colo do útero

Papanicolau

Neste exame, o médico coleta amostra de secreção da vagina e material do colo do útero. O resultado mostrará se há lesões no colo uterino, inflamações, doenças sexualmente transmissíveis, cistos e lesões possivelmente causadas pelo HPV.

Colposcopia

Este exame é realizado quando o papanicolau apresenta resultado positivo. A colposcopia é um exame mais detalhado, que permite ao médico visualizar as lesões no colo do útero.

Biópsia

Se houver fortes indícios de lesões graves, que podem evoluir ou já evoluíram para o câncer, o médico faz a biópsia. Confirmando a existência de tumor cancerígeno, a mulher é encaminhada para o atendimento oncológico. Feridas benignas podem ser tratadas com a cauterização.

Como evitar infecções no colo uterino

A melhor forma para prevenir infecções no colo do útero — e, consequentemente, procedimentos como a criocauterização do colo uterino — é usar o preservativo em todas as relações sexuais, mesmo com parceiro fixo. É importante também que o parceiro sexual esteja com os exames em dia (DST e HIV).

Embora seja raro, o vírus HPV pode causar câncer no pênis. Ao planejar uma gravidez, o casal deve fazer todos os exames médicos, antes de suspender o uso do preservativo. Todo ano, a mulher deve fazer o exame papanicolau para prevenir o câncer de colo de útero. Infecções devem ser tratadas com brevidade, para evitar consequências graves aos órgãos sexuais.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre o meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

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