5 fatores de risco para a gravidez ectópica

O período de gestação é geralmente um momento que exige atenção e cuidados por parte da mulher a fim de que se desenvolva de forma tranquila para ela e o bebê. No entanto, existem circunstâncias que podem causar sérios problemas para a gestante, como a gravidez ectópica. Entenda como isso acontece e conheça 5 fatores de risco para esse quadro.

O que é gravidez ectópica

A gravidez ectópica é uma complicação que surge quando a gestação ocorre fora do útero. Neste caso, o óvulo fecundado se instala de forma equivocada em lugares que não são adequados para o seu desenvolvimento. Na maioria dos casos, isso acontece nas trompas de Falópio (gravidez tubária), mas também há situações em que o ovo se fixa no ovário, no colo do útero ou até mesmo na cavidade abdominal.

Em uma gravidez normal, após a fecundação, o óvulo migra pela tuba uterina em direção ao útero, onde ocorre a implantação desse ovo na parede do órgão. Nos casos de ectopia, essa migração não se desenvolve da maneira adequada e o óvulo se aloja em outra estrutura.

Sintomas e tratamentos

Os sinais do problema geralmente passam despercebidos no início da gestação e podem se manifestar entre a sexta e a oitava semana, como dores abdominais, mal-estar, náuseas e menstruação irregular. Como alguns desses sintomas também são comuns em uma gravidez normal, muitas mulheres acabam por ignorar a complicação.

Neste caso, o diagnóstico é feito a partir da análise dos sintomas clínicos, exames de ultrassonografia transvaginal associados aos indícios e testes laboratoriais. Um dos hormônios analisados é o Beta HCG, cuja taxa de elevação abaixo do normal é um indicativo do problema.

Caso a gravidez ectópica seja confirmada, existem dois tipos de tratamento. O medicamentoso é indicado nos casos em que o embrião apresenta menos de 4 centímetros e ausência de batimento cardíaco no feto. A droga é administrada via intramuscular para impedir o desenvolvimento do embrião, que é absorvido pelo organismo.

A outra forma de tratamento é a cirurgia laparoscópica, cujo objetivo é retirar o embrião e reparar a região danificada. Caso a trompa esteja seriamente danificada, o profissional pode também realizar a remoção.

5 fatores de risco para a gravidez ectópica

É importante frisar que a gravidez ectópica pode acontecer com qualquer mulher, mas existem fatores de riscos que aumentam as chances de que isso ocorra fora do útero e causem problemas de saúde. Os mais comuns são:

Problemas prévios nas trompas

Caso a mulher já tenha tido lesão estrutural, inflamação ou infecção nas trompas, o risco aumenta. Além disso, intervenções cirúrgicas ou problemas na ligadura dessa região também são fatores de risco.

Uso incorreto do DIU

O dispositivo intrauterino é um método contraceptivo comum entre mulheres. Nesse caso, é o uso incorreto do DIU que contribui para a ocorrência do problema.

Gravidez ectópica prévia

Se a mulher já teve o problema anteriormente, a chance de desenvolver outra gravidez do tipo é maior em uma nova tentativa. Por isso, é essencial o acompanhamento médico.

Doença inflamatória pélvica

Esse tipo é causado com mais frequência por doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia ou gonorreia, que podem deixar lesões e cicatrizes nas tubas.

Tabagismo

Caso a mulher seja fumante, isso aumenta as chances de problemas durante o processo de gestação, entre eles, a gravidez ectópica.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho comoginecologista em São Paulo.

Ginecologia esportiva atua na prevenção de distúrbios na saúde de atletas de alto rendimento

A ginecologia esportiva ainda não é reconhecida por muitas pessoas. A área trata de algo que está cada vez mais em voga. Afinal, a cada ano, aumenta o número de mulheres que praticam esportes, tanto profissionalmente quanto de forma amadora. 

Mesmo assim, esse tipo de atenção médica é mais indicada para atletas profissionais, principalmente aqueles que podem ser considerados de alto rendimento, independentemente do tipo de esporte que praticam.

A ginecologia aplicada ao esporte é muito importante, devido às alterações que ocorrem no corpo e no organismo durante os exercícios. Alguns cuidados extras devem também passar a fazer parte do cotidiano dessas mulheres. Inclusive quando se trata da saúde íntima. Por isso, existe essa especialidade voltada somente para o público citado. Saiba mais a seguir!

Ginecologia esportiva: por que ela é tão importante para as atletas de alto rendimento?

A ginecologia é uma área de extrema importância para qualquer mulher, mas, quando esta é uma atleta de alto rendimento e dedica a vida à prática de atividades físicas, esse cuidado se faz ainda mais presente. Principalmente quando o objetivo é a prevenção de doenças.

Afinal de contas, qualquer alteração na saúde ginecológica, como mudanças ou desequilíbrios no ciclo menstrual, pode causar a diminuição no rendimento esportivo e, em casos mais graves, pode até mesmo afastá-la do esporte.

Nesse sentido, o profissional especializado em ginecologia esportiva deve ter um papel diferenciado. Ele deve orientar a mulher a conhecer melhor o próprio corpo e até indicar tratamentos que possam ajudá-la em sua performance, sem jamais afetar a saúde.

Dentre as orientações mais comuns que um médico dessa especialidade pode garantir às pacientes, podemos citar as informações a respeito de alterações hormonais, sobre o ciclo menstrual e até sobre incontinência urinária. Essa última alteração pode atrapalhar muito a vida de mulheres que praticam esportes. Além disso, cólicas menstruais e a própria TPM também são fatores que devem se manter sempre sob controle. 

Porém, o principal foco desse tipo de atendimento, tão individualizado, está na prevenção de distúrbios e problemas que podem surgir devido à grande carga de atividade física, por exemplo, a ausência de menstruação e até a incontinência urinária, mais comum em atletas que sobrecarregam a região do assoalho pélvico.

O trabalho do ginecologista que se especializa em atletas é sempre realizado levando em consideração todos os pontos da vida da paciente, mas, principalmente, a atividade que ela exerce. Por isso, todo tratamento é sempre individualizado e, na grande maioria das vezes, feito em equipe, com a ajuda e a avaliação de profissionais da medicina de outras áreas, como terapeutas, ortopedistas e educadores físicos.

Trabalhando junto, esse time consegue encontrar soluções, sempre voltadas para uma melhor eficiência dos treinos, sem deixar a saúde e o bem-estar de lado. Isso vale também para a ginecologia esportiva, que atua para garantir um maior equilíbrio à paciente. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Pré-natal de alto risco: entenda como é o acompanhamento

O período da gestação é uma alegria para a maioria das mães, mesmo com alguns desconfortos naturais desse momento. Porém, algumas mulheres já têm ou acabam adquirindo alguma doença que torna a gravidez bastante delicada e de risco. Para isso, é necessário ter um pré-natal especializado, a fim de evitar que a situação da mãe e do bebê, na gestação de alto risco, agrave-se ainda mais.

Com todas as gestantes, o pré-natal é um acompanhamento necessário para que tanto o médico quanto a mulher saibam a situação de saúde dela mesma e do bebê. Também é necessário para que todos os cuidados sejam tomados para o bem-estar de ambos, e o nascimento seja feito na melhor condição possível.

Condições de alto risco

Para uma gravidez de risco, o pré-natal é diferenciado e muito mais delicado, e é recomendado para mulheres que já tinham ou adquiriram alguma doença durante a gravidez. As condições que determinam a necessidade de um acompanhamento de alto risco são: mulheres com doenças crônicas anteriores à gestação; aquelas que identificam, ao longo da gravidez, uma doença que possa trazer riscos para ambos; e as que tiveram histórico de gravidez de alto risco no passado.

Dentre as doenças crônicas que podem ser carregadas pela mãe antes da gestação, estão: lúpus, doenças psiquiátricas, cardíacas, neurológicas, hipertensão arterial, hepatite, HIV, infecções crônicas, diabetes e outras. Assim, o médico especialista que acompanha a mulher para o tratamento da doença crônica deverá alinhar o tratamento aos procedimentos realizados no pré-natal de alto risco pelo obstetra, com relação aos medicamentos e procedimentos anteriores e posteriores ao parto.

No caso das que tiveram 1 gravidez ou mais de alto risco anteriormente, geralmente essa situação se caracteriza por histórico de abortos de repetição involuntários ou voluntários, hipertensão, descolamento prévio da placenta, dentre outras condições.

Quanto às que não tiveram nenhum tipo de adversidade de saúde em gestações anteriores, o risco de adquirirem uma doença durante a gravidez é bem maior, isso porque o corpo da mulher fica mais suscetível aos fatores de risco externos, já que o organismo estará trabalhando para manter o funcionamento de 2 vidas. Pode surgir um quadro de diabetes, infecção viral ou bacteriana, uma pré-eclâmpsia ou qualquer outra doença comum que possa provocar riscos ao bebê, segundo o obstetra.

Como funciona o pré-natal?

O acompanhamento comum, sem riscos, inicia-se até no máximo a 32ª semana de gestação, com 1 consulta por mês. No começo da gravidez, o médico já pode conversar com a paciente sobre o estado dela, os sintomas e desconfortos, solicitação de exames iniciais e, a partir da 12ª semana de gestação, passa para a parte prática, como medição de peso, altura do útero, batimentos cardíacos, solicitação de exames médicos, aferição da pressão arterial, perguntas sobre as movimentações do feto etc.

Já para quem apresenta alguma das condições prévias citadas, o ideal é compartilhar o desejo de engravidar com o especialista, para que este já a prepare para o pré-natal de alto risco. Além disso, a avaliação do alto risco é bem mais criteriosa durante esse acompanhamento, sendo necessário fazer mais exames específicos e mais consultas que em uma gestação normal.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho com o ginecologista em São Paulo.

8 dicas simples para antes de engravidar

Os médicos são unânimes em dizer que planejar uma gravidez é uma ótima
oportunidade de preparar o corpo para o momento, antes que aconteça. Muitas
mulheres se descobrem grávidas em momentos pouco favoráveis a sua saúde,
o que acaba repercutindo na qualidade da gestação e até na formação do
bebê.
Afinal, não basta apenas pensar na estrutura financeira e estabilidade
profissional para tomar uma decisão tão importante quanto a de ter um filho. É
preciso também buscar um médico para se preparar física e psicologicamente
para essa tarefa, evitando surpresas negativas de uma gravidez inesperada ou
impulsiva.
Em tempos onde a qualidade de vida esbarra com a vida corrida e o estresse,
muitas mulheres possuem sintomas de doenças causadas pelo estilo de vida
acelerado. Hipertensão, diabetes, obesidade e problemas na coluna são alguns
dos mais frequentes e muito perigosos para as futuras gestantes.
Planejar com uma antecedência de até um ano oferece tempo suficiente para
mudar maus hábitos. Como mudanças na alimentação, iniciação de atividades
físicas frequentes, regularização do sono são algumas das opções que podem
ser trabalhadas para uma gestação mais equilibrada.
A seguir listamos oito dicas valiosas para quem deseja engravidar e quer fazer
um planejamento correto para a saúde da mãe e do bebê:
1 – Consulte um ginecologista
É este profissional quem fornecerá todas as informações necessárias, realizará
exames e irá administrar os tratamentos, se forem necessários. Antes de
realizar a visita ao ginecologista, relembre todos os pontos que podem ser
importantes para a consulta, como excesso de cólicas, menstruação irregular,
mudanças repentinas de peso e se há, ou houve, alguma doença sexualmente
transmissível.
2 – Atualize a vacinação
É fundamental se imunizar contra doenças como a rubéola – muito perigosa
para mulheres grávidas. Em grande parte dos casos, os bebês acabam ficando
com sequelas da doença, já que ela influencia na sua formação dentro do
útero.
O teste para a hepatite B também deve ser realizado. Isso evita o contágio do
bebê durante o parto, e previne que ele tenha a doença na forma crônica para
toda vida.

3 – Mantenha o peso
Se você está com peso irregular, para mais ou para menos, é o momento de
reequilibrar a balança através de uma reeducação alimentar. Sem o uso de
remédios que podem deixar resquícios na gravidez, mas com uma melhor
qualidade na alimentação e com a prática de atividades físicas, é possível se
preparar para uma gravidez mais saudável.
4 – Chega de cigarros
Largar o vício do cigarro não é nada fácil, mas fumar é uma prática altamente
perigosa, tanto para a saúde da mãe quanto a do bebê. O tabaco prejudica a
formação do feto, aumenta as chances de um parto prematuro e pode fazer
com que o bebê adquira doenças respiratórias crônicas.
5 – Visite o dentista
Faça um check-up e veja se precisa de alguma correção odontológica antes de
ficar grávida. Com as alterações hormonais é comum que as mulheres
adquiram problemas dentários no período. Se elas já estiverem preparadas,
dificilmente, algo de mais sério vai acontecer.
6 – Busque a paz
Comece a desacelerar e entre num ritmo mais tranquilo e com o mínimo de
estresse. Há exercícios e atividades que proporcionam relaxamento. Estar
tranquila é muito importante para uma gravidez saudável e plena.
7 – Não tenha medo de namorar
Sem precisar controlar o risco de engravidar, o namoro fica mais tranquilo e
sem preocupações. Procure não criar expectativas de tempo para engravidar, o
que geralmente acaba atrasando os planos e causando frustrações.
8 – Evite contar seus planos para todos
Quando falar sobre seu projeto de engravidar, naturalmente isso irá criar uma
expectativa entre as pessoas e também uma cobrança. Para evitar isso, evite
detalhar seus planos e deixe que as coisas sigam seu curso.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que
você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre
este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho
comoginecologista e obstetra em São Paulo!

Como cuidar bem da sua higiene íntima.

A higiene íntima é um assunto que gera muita discussão e preocupação entre
as mulheres. Por vergonha ou desconhecimento, muitas pessoas acabam
tendo atitudes erradas durante o cuidado e higienização da região íntima.
Situação que pode acabar gerando muito desconforto e até mesmo doenças.
Quando tratamos de higiene íntima, equilíbrio é fundamental. Tanto a falta
quanto o excesso de cuidados com essa região podem gerar problemas para a
saúde da vagina. Ao exagerarmos nos cuidados, ou a falta total de atenção,
desequilibra o grau de acidez dessa área.
Mas o que o desequilíbrio do grau de acidez da vagina pode causar? Também
chamado de pH, o grau de acidez é o responsável pelo controle da ação de
bactérias benéficas ao organismo nessa área. Quando está desequilibrado,
esse fator pode facilitar o surgimento de diversos tipos de doenças.
Procure um ginecologista para saber sobre a
higiene íntima
Os diversos tabus que envolvem as mulheres e a sexualidade ainda fazem com
que muitas pessoas tenham vergonha, ou até medo, de procurar um
ginecologista e cuidar da própria higiene íntima de maneira correta. Porém,
essa atitude deve ser deixada de lado.
As mulheres estão cada vez mais independentes e sempre foram donas do
próprio corpo. Por isso, cuidar da região íntima e procurar um ginecologista
para tirar dúvidas e conseguir orientações é um passo extremamente
importante e que impactará diretamente na saúde e no bem-estar delas.
Caso você tenha alguma dúvida sobre como realizar a higienização da sua
região íntima ou queira se informar mais sobre esses cuidados, não hesite e
procure um profissional especializado para ajudá-la e torná-la ainda mais
independente.
Principais cuidados
É fundamental que toda mulher saiba reconhecer as principais características e
odores presentes na própria região íntima. Dessa forma, qualquer alteração ou
cheiro diferente podem ser sinais de alerta para a presença de possíveis
doenças na região.
A vulva, parte externa da vagina, é uma área que acaba acumulando muita
umidade, urina, gorduras e células mortas. Isso pode gerar muito desconforto
na área, além de coceiras e alguns tipos de corrimentos. Por isso, para evitar
essas situações, a higienização correta é extremamente importante.

De uma maneira geral, essa higienização deve ser realizada por meio do uso
de um sabonete hipoalergênico em toda a região íntima, incluindo as raízes
das coxas, a vulva, o ânus, o monte púbico, além dos grandes e pequenos
lábios.
Ao utilizar sabonete próprio para a realização da higiene íntima, a mulher deve
colocar uma pequena quantidade do produto nas pontas dos dedos. Depois
disso, é fundamental que ela realize pequenos movimentos circulares na
região, atingindo todas as dobras presentes nessa área. Depois desse
processo, o enxágue do produto deve ser feito com a utilização de muita água
corrente, para que os resíduos sejam eliminados. Para finalizar, a região deve
ser secada por meio de uma toalha limpa e sem umidade.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que
você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre
esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho
como ginecologista em São Paulo.

Como a obesidade interfere na fertilidade?

A obesidade é uma doença que vem crescendo cada vez mais entre a população do mundo todo. O distúrbio é origem de inúmeras doenças graves, como diabetes e hipertensão. Além dessas condições mais frequentes, também pode ser responsável por outros danos à saúde, como a infertilidade.

O risco de infertilidade atinge homens e mulheres, crescendo conforme o grau de obesidade. O ovário policístico também tem na obesidade uma de suas causas principais.  A baixa contagem da produção de sêmen, igualmente, está associada ao excesso de peso.

A relação entre a fertilidade e a obesidade

Há séculos já se atrelava a infertilidade à obesidade, inicialmente com estudos do homem e sua baixa produção de espermatozoide pelo excesso de peso. Hoje, pelo alto crescimento do número de obesos no mundo, a infertilidade voltou a se tornar um fator preocupante.

Homem e mulher detêm, cada um, 50% da responsabilidade pela infertilidade do casal. Em casais com o peso ideal e em idade reprodutiva, a cada seis, um apresenta algum tipo de infertilidade, mas esses números sobem para três a cada seis, quando um dos pares é obeso, independentemente da etnia e da condição social.

O estudo focado na consequência da obesidade para a infertilidade tem sido cada vez mais aprimorado. Enquanto a obesidade está relacionada no homem à sua baixa produção de espermatozoide, que diminui à medida que o peso aumenta, nas mulheres sua principal consequência é o surgimento da síndrome de ovários policísticos.

A síndrome do ovário policístico causa baixa na produção de hormônios e, consequentemente, dificulta o amadurecimento dos óvulos. A menstruação vai se tornando cada vez mais irregular até falhar por meses. Também acelera o desenvolvimento do diabetes tipo 2, que causa resistência do organismo à insulina.

A obesidade provoca também a hipertensão, doenças cardiovasculares, síndrome metabólica e disfunções hormonais diversas, sempre atreladas à quantidade de gordura corporal.  

Além das doenças relacionadas à obesidade, ela também pode prejudicar tratamentos de fertilização in vitro. O motivo é a dificuldade para implantar o embrião no útero, diminuindo significativamente as chances de concepção. Também amplia a incidência de abortos espontâneos.

Como tratar?

O peso ideal, hoje, é calculado por uma média entre o peso e a altura da pessoa, obtido pelo Índice de Massa Corporal (IMC). A partir de uma classificação prévia, o médico pode direcionar para determinado tratamento, inclusive a cirurgia bariátrica, assim como identificar as doenças correlacionadas de acordo com o índice.

Para encontrar esse valor, é só dividir o peso pela altura ao quadrado (IMC = peso/altura²). Se o índice encontrado for 20, a pessoa está abaixo do peso ideal, de 20 a 24,9 está no ideal, de 25 a 29,9 com sobrepeso, de 30 a 39,9 são obesas e acima de 40 estão em obesidade mórbida.

A influência da obesidade na fertilidade não é só pela baixa qualidade da alimentação, mas pelos efeitos internos que causa. Fatores ambientais, econômicos e sociais podem aumentar as chances de se desenvolver a doença, assim como os hábitos cotidianos e a forma que o organismo metaboliza. Com a sobrecarga do organismo pela obesidade, o corpo cede a inúmeras doenças.

O tratamento para infertilidade associada à obesidade é a perda de peso. É preciso modificar os hábitos, valorizar alimentos mais ricos em nutrientes e fazer atividades físicas, para que o peso diminua consideravelmente. Uma perda de 10% do peso já causa efeitos bastante positivos para a fertilidade.

É preciso constante acompanhamento de uma equipe multidisciplinar com endocrinologista, ginecologista, psicólogo e nutricionista, e cada ponto será devidamente trabalhado.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Disfunções da sexualidade: o que são e como tratá-los?

Há vários aspectos que podem interferir na vida sexual de homens e mulheres, elevando ou rebaixando o grau de satisfação e realização. As disfunções da sexualidade estão dentre os fatores que contribuem para uma vida sexual insatisfatória ou até inexistente, causando sofrimento, interferindo nos relacionamentos e até separando casais.

As disfunções podem surgir por meio de 2 canais: orgânicos ou psicológicos. Há casos em que os fatores orgânicos são acompanhados dos psicológicos, na condição de causa e efeito.

Há uma série de disfunções que tem causas orgânicas, as quais precisam ser investigadas. A impotência masculina, por exemplo, pode ser decorrente de questões relacionadas ao estilo de vida, como tabagismo, uso de medicamentos ou problemas circulatórios.

As mulheres podem sofrer, durante a menopausa, com perda de apetite sexual e problemas de ressecamento da vagina, assim como alguns aspectos físicos podem tornar a penetração dolorosa em qualquer idade, podendo ser reparados com diagnóstico e tratamento.

Os transtornos decorrentes de fatores psicológicos são mais complexos, uma vez que há necessidade de se identificarem fatores subjacentes que deflagram os comportamentos. Podem estar relacionados a traumas, estigmas, falta de conhecimento do próprio corpo, fatores sociais, problemas afetivos ou questões ligadas ao próprio relacionamento.

As disfunções da sexualidade podem ser primárias, quando se fazem presente desde o início da atividade sexual, ou secundárias, quando são adquiridas com o tempo. Podem ser divididas, também, em generalizadas, quando estão sempre presentes, ou situacionais, quando são casuais.

Homens e mulheres devem ter a compreensão de que essas disfunções são problemas de saúde e, como tais, devem e podem ser tratadas, mas isso só será possível a partir do momento em que são reconhecidos pelo paciente e que este procura ajuda médica.

Quais são as disfunções da sexualidade conhecidas?

O problema mais temido pelos homens é a disfunção erétil, culturalmente associada à masculinidade e ao desempenho, o que faz com que esse problema possa se agravar e adquirir novas influências.

Essa disfunção pode estar associada a doenças vasculares, diabetes, problemas neurológicos, hormonais, psicológicos, estresse, depressão e uso de medicamentos. Pode estar relacionada também à insatisfação no relacionamento, à baixa autoestima, à ansiedade e ao medo do fracasso.

Esse não é o único problema do público masculino, que pode sofrer também com quadros de hipoatividade sexual, problemas com ejaculação, orgasmo e até dor, a chamada dispareunia.

O cardápio de fatores que podem agir diretamente na sexualidade feminina é ainda mais variado. Além da hipoatividade sexual, podem estar presentes problemas como a dificuldade de manter a excitação ou atingir o orgasmo, assim como a aversão sexual. As causas, dependendo do problema, podem ser orgânicas, psicológicas ou mistas.

O mesmo ocorre com disfunções relacionadas diretamente à penetração, como a dispareunia e o vaginismo. Na 1ª, a mulher sofre com dores durante o coito. No vaginismo, os músculos da região do períneo se contraem exageradamente, provocando dificuldades para manter a relação, podendo ser essa reação produto de traumas, experiências negativas, bloqueios psicológicos, medo e crenças.

Como tratar?

Como é possível perceber, o conjunto dos fatores relacionados à saúde sexual é bastante amplo. Pode, no que se refere a diagnóstico e tratamento, reivindicar a intervenção de diferentes especialistas.

O 1º passo é buscar o auxílio do ginecologista, no caso das mulheres, ou do urologista, no caso dos homens. A abordagem médica pode, no entanto, ser transdisciplinar, incluindo a participação da psicologia, da psiquiatria, da endocrinologia e até mesmo de outras especialidades.

Tudo dependerá das disfunções da sexualidade que forem identificadas, mas a mensagem é sempre de otimismo, pois há terapias disponíveis, capazes de restaurar uma rotina sexual saudável.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Puerpério: conheça as mudanças que ocorrem no corpo da mulher após o parto.

image.png

A gravidez é um fenômeno que causa alterações profundas na fisiologia da
mulher. Um processo natural que prepara o terreno para que se possa abrigar
a vida na fase gestacional. As adaptações que ocorrem nestes nove meses
são de ordem física, química e também psicológica. Dar à luz, no entanto, não
significa o fim das alterações. Por isso, devemos levar em conta o puerpério.
Também referido como resguardo ou quarentena, este é o momento de pós-
parto, quando a mulher se recupera das transformações corporais. Um período
que compreende dias, semanas e até meses, para que se complete. Isto
acontece porque as mudanças que ocorrem aqui também são de grande
intensidade. E, assim como a gestação, elas não são apenas de caráter físico.
Se antes o objetivo era preparar o organismo para carregar o bebê,
posteriormente o foco estará na sua nutrição. Já nas primeiras semanas após
dar à luz as alterações começam. Neste artigo, apontamos as mudanças que
ocorrem no corpo da mulher durante o período de pós-parto. Comecemos por
definir este período e suas fases.
O que é o Puerpério e quais são as suas fases?
Este é um período que compreende de 6 a 8 semanas – cerca de 40 dias –
após o parto. Seu ponto inicial é a expulsão da placenta. Esta primeira fase
tem duração de 2 horas e é seguida pelo período mediado. Este dura até 10
dias após a mulher dar à luz. Na fase tardia, chegamos a 45 dias após o
evento. Por fim, na etapa remota contamos até 60 dias desde o acontecimento
do parto.
As principais mudanças vão ocorrer nos 40 dias que se seguem ao nascimento
do bebê. Recomenda-se às mulheres o acompanhamento com o obstetra
neste momento. O prazo para buscar o cuidado é de 7 a 10 dias após a
natividade. A avaliação do médico será importante para qualquer tipo de parto
e poderá ajudar a mitigar alguns desconfortos.
Quais são as mudanças que ocorrem no corpo da
mulher após o parto?
Útero
É onde acontecem as mudanças mais significativas do puerpério. A princípio
ocorre o fenômeno de involução uterina – a volta do órgão ao tamanho normal.
Para cada dia que passa ele diminui cerca de 1 centímetro. O processo é
desencadeado pela queda nos níveis de estrogênio e progesterona. As cólicas

são comuns nos primeiros momentos, sobretudo ao amamentar. Também é
comum o sangramento – denominado de lóquio.
Incontinência urinária
Em muitos casos ocorre a incontinência urinária, caracterizada por um desejo
incontrolável, e quase sempre súbito, de urinar. Na duração, este quadro pode
se estender por até 3 meses. Para aliviar a condição recomenda-se o
fortalecimento da região do períneo, resultado proporcionado pelos exercícios
de Kegel. Estes devem ser feitos durante a gravidez.
Região íntima
Dilatação e inchaço da região vaginal são comuns no período de resguardo e
isto independe do tipo de parto realizado. Se ocorreu durante o procedimento
uma episiotomia – corte entre a vagina e o ânus para facilitar a passagem do
bebê – provavelmente desconfortos e dores estarão presentes.
Mamas
Ao aumentarem de volume, elas ficam doloridas. Além disso, antes de
produzirem o leite propriamente dito, é segregado o colostro. Esta substância é
o primeiro alimento do recém-nascido e tem grande poder nutritivo e de
proteção contra infecções. Passados 4 a 5 dias do parto, ele dá lugar ao leite
de transição. Apenas no prazo de 3 semanas é que surge o leite maduro. E
quanto aos desconfortos, a própria amamentação ajuda a reduzi-los.
Emocional
Este é um aspecto que merece grande atenção, já que os impactos aqui são
intensos. Seja por conta da privação de sono ou pelas descargas hormonais.
Frustração, angústia e medo são sentimentos comuns. Deve-se estar alerta, no
entanto, aos quadros de tristeza prolongada. Eles podem sinalizar depressão
pós-parto, o que demanda acompanhamento profissional.
Como vimos, o puerpério é uma fase onde ocorrem muitas mudanças no corpo
da mulher para que ele se recupere da gestação. Ao longo deste artigo, foram
listados os fenômenos mais comuns neste momento.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que
você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre
este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho
comoginecologista em São Paulo.

Pré-eclâmpsia: sintomas, causas e tratamento.

Pré-eclâmpsia: sintomas, causas e tratamento

A pré-eclâmpsia é uma síndrome que acontece exclusivamente na gestação.
Ela se caracteriza pela elevação da pressão sanguínea, que pode gerar
sintomas desagradáveis e trazer riscos para a saúde da futura mamãe e do
bebê. Esse problema está entre as principais causas de restrição do
crescimento fetal, prematuridade e, também, de mortalidade perinatal.
Normalmente, a pré-eclâmpsia ocorre na segunda metade da gravidez, após as
20 semanas de gestação e tende a se estender por todo puerpério, até 28 dias
depois do parto ou no máximo até que se complete 12 semanas do nascimento
do bebê. Entre 5% e 10% das gestações apresentam casos de pré-eclâmpsia,
sendo que 25% são graves e 75% são leves.
Quer entender melhor o assunto? Leia o artigo e conheça os sintomas, causas
e tratamentos da pré-eclâmpsia.
Sintomas de pré-eclâmpsia
A pressão arterial elevada é o principal sintoma da pré-eclâmpsia, mas não é o
único. A gestante pode apresentar a proteína da urina alterada, inchaço nas
pernas, retenção de líquidos, além de náuseas, fadiga, ganho rápido de peso,
dor de cabeça, dor abdominal, falta de ar, convulsões, diminuição da
frequência urinária e visão embaçada.
Em algumas gestantes, a doença é assintomática. Em outras, os sinais
existentes acabam sendo confundidos com manifestações normais de
gestação, o que atrapalha o diagnóstico. Por isso, é importantíssimo se atentar
a todos os sintomas e fazer o pré-natal regularmente com um obstetra de
confiança.
Causas do problema
A pré-eclâmpsia pode ser causada por múltiplas razões, incluindo, problemas
placentários, fluxo sanguíneo insuficiente para o útero, deficiências no sistema
imunológico, determinados genes, distúrbios na pressão arterial ao longo da
gravidez e danos nos vasos sanguíneos.
Os riscos de pré-eclâmpsia são maiores em mulheres com histórico familiar de
eclâmpsia, grávidas na primeira gestação, gestantes com idade superior a 35
ou inferior a 18 anos, casos de gravidez múltipla e intervalo igual ou superior a
10 anos entre as gestações.
Outros fatores de risco são a obesidade, hipertensão, enxaqueca, diabetes,
doenças renais, artrite reumatoide, lúpus, esclerodermia e tendência ao
desenvolvimento de coágulos no sangue.

Tratamentos possíveis
Com a confirmação do diagnóstico de pré-eclâmpsia, possivelmente o número
de consultas pré-natais irá aumentar, pois a gravidez passa de risco habitual a
alto risco. Os exames de sangue e as ultrassonografias também devem se
tornar mais frequentes.
Certamente o ginecologista obstetra irá orientar a grávida sobre o controle da
doença, através de mudanças no estilo de vida, como a redução da ingestão
de sódio, manutenção do peso, sono de qualidade, prática de exercícios e
adoção de alimentação balanceada.
Em determinados casos, pode ser necessário prescrever medicação para
controlar a pressão, evitar convulsões e diminuir os riscos de complicações
hepáticas. Em quadros graves de pré-eclâmpsia, repouso, hospitalização ou
adiantamento do parto podem ser recomendados. Falando em parto, o
nascimento do bebê traz a cura para a gestante, pois algumas semanas pós-
parto a pressão arterial costuma se normalizar.
Quer saber mais sobre pré-eclâmpsia? Estou à disposição para solucionar
qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus
comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu
trabalho como ginecologista em São Paulo.

Dor na relação sexual: Por que isso acontece?

É normal a mulher sentir dor na relação sexual? Você acertou se respondeu “não”. Esse tipo de dor, tecnicamente denominada dispareunia, é um alerta de que há algo errado. Nesse quadro, a mulher pode sentir dor antes, durante ou depois da relação sexual. Além disso, o incômodo não atinge somente a vagina. Pode surgir na região pélvica, na uretra e na bexiga. Mas essas dores não são normais, por isso é essencial levar o problema ao consultório médico.

Principais causas da dor nas relações sexuais

  • Cistite: inflamação da bexiga
  • Endometriose: crescimento do endométrio fora do útero
  • Histerectomia: remoção cirúrgica do útero
  • Miomas: tumores benignos que crescem dentro e fora do útero
  • Ressecamento vaginal: causada pela baixa produção de estrogênio, após o parto e no período da menopausa.
  • Vaginismo: contração involuntária dos músculos da vagina
  • Vaginite: inflamação da vagina

Fatores que interferem no desejo sexual

  • Ansiedade e estresse
  • Baixa autoestima e insegurança
  • Crise no relacionamento
  • Tristeza e depressão
  • Esgotamento físico e emocional
  • Traumas relacionados a abuso sexual e estupro

Diagnóstico

Para conhecer os fatores físicos, o médico fará o exame clínico e solicitará outros, como exames de sangue, urina, preventivo de câncer, dosagem hormonal e ultrassonografia da região pélvica e endovaginal, quando a mulher se queixa de dor no fundo da vagina.

Tudo isso para identificar doenças que possam afetar a vida sexual da mulher, como com a diminuição da libido, ocasionar dor nas relações e outras complicações.

Caso o médico não encontre nenhum fator físico desencadeando a dor no ato sexual, a mulher será orientada a buscar ajuda psicológica, pois a condição pode estar relacionada a problemas emocionais, que bloqueiam o desejo sexual e deixam a mulher tensa e insegura. Por falta de lubrificação natural e relaxamento dos músculos da vagina, a penetração é difícil e causa dor à mulher e desconforto ao homem.

Tratamento contra a dor na relação sexual

O tratamento da dispareunia depende da causa. Quando a dor é provocada por fatores orgânicos, o médico define o plano de tratamento com base em medicação e, se for o caso, cirurgia.

O ressecamento pode ser solucionado com terapia de reposição hormonal ou uso de lubrificante ou hidratante específico para a vagina. Infecções bacterianas são tratadas com antibióticos. Para os tumores, a indicação, na maioria dos casos, é o tratamento cirúrgico.

As causas do vaginismo (contração involuntária dos músculos da vagina) são multifatoriais: psicossomáticas ou uma resposta a traumas psicológicos ou medos criados pela mente, a partir de acontecimentos negativos, como um abuso sexual.

Mas se a dor é motivada por problemas psíquicos e emocionais, a paciente será encaminhada ao atendimento especializado, que poderá ser feito por ginecologista qualificado para aplicar as técnicas da terapia sexual; médico psiquiatra e psicólogo. Desgastes no relacionamento afetam o desejo sexual, e, consequentemente, a mulher terá mais dificuldade para relaxar e se entregar ao ato sexual.

O bloqueio emocional trava a vagina, provocando dor na relação sexual no momento da penetração. Situações como essa devem ser tratadas com psicoterapia e terapia sexual, pois a mulher, no fundo, pode estar desejando sair da relação, mas não tem coragem para tomar a decisão.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre o meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora