Útero aumentado: Sintomas, causas e tratamento

O útero é um órgão do sistema reprodutor feminino que, normalmente, tem um tamanho médio que varia entre 50 cm³ e 90 cm³. Devido a algumas condições (naturais ou não), pode ocorrer um fenômeno chamado de útero aumentado. Nele, o órgão ganha proporções maiores — a diferença de tamanho muda de acordo com a causa.

A paciente pode apresentar diversos sintomas que indiquem um problema, como também pode não sentir nada. Na verdade, é comum que um útero dilatado só seja percebido como tal em exames de rotina. Tudo depende do que está por trás da dilatação.

Causas e sintomas do útero aumentado

Os motivos mais prováveis para o aumento do útero serão listados a seguir.

Gravidez

Naturalmente, o desenvolvimento do feto e as mudanças corporais na gravidez aumentam o útero. O crescimento é de até 1.000 vezes o tamanho original, que será retornado, na maioria das vezes, cerca de 4 semanas após o parto.

Miomas uterinos

Os miomas ou fibromas são tumores que surgem no interior e na superfície do útero. Não foram descobertas as causas exatas para que eles apareçam, mas médicos acreditam que fatores genéticos e flutuações hormonais aumentam os riscos. São raramente cancerígenos, mas podem causar alguns sintomas desconfortáveis, como dor e sangramento excessivo durante a menstruação, dor lombar e incômodos durante as relações sexuais.

Adenomiose

Essa doença faz com que as células do endométrio vão para o miométrio, na camada muscular uterina. A origem também é desconhecida, mas normalmente relacionada com os níveis de estrogênio. Os sintomas são similares aos dos miomas, com a diferença de que costumam sumir após a menopausa, já que o estrogênio diminui. O tamanho do útero pode ficar de 2 a 3 vezes maior em quem tem adenomiose.

Câncer

O câncer no sistema reprodutor pode atingir o útero em si, o colo do útero ou o endométrio, todos são casos nos quais o tamanho do órgão pode ser afetado pelos tumores. Nessas situações, os sintomas incluem inchaço, sangramento anormal (fora da menstruação), dor pélvica, dor ao urinar, dificuldade em esvaziar a bexiga e endométrio espessado.

Tratamentos

Cada condição dessas tem o próprio tratamento. No caso da gravidez, não há necessidade de fazer nada, exceto seguir as orientações médicas para uma gestação saudável. Só é preciso ir ao médico se o útero não voltar às dimensões normais depois de 1 mês da data do parto.

No caso dos miomas, é possível que o tratamento inclua anticoncepcionais, embolização da artéria uterina ou uma pequena intervenção cirúrgica. Apenas nos casos mais sérios é necessária a histerectomia (remoção completa do útero); o mesmo vale para situações em que há câncer, com o adicional de quimio e radioterapia.

Já a adenomiose é tratada com anti-inflamatórios e anticoncepcionais. O útero aumentado não retornará ao tamanho natural apenas com esses medicamentos, então talvez a paciente tenha que discutir opções de cirurgia com o médico também nessa situação.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho comoginecologista em São Paulo.

Trombose na mulher: Sintomas, causas e tratamentos

A trombose é um problema de saúde que provoca a obstrução de artérias e veias. Essa condição clínica aparece devido aos coágulos que atrapalham o fluxo de sangue pelo corpo. De modo geral, trata-se de um quadro grave, pois a trombose pode causar complicações sérias, como a amputação de membros, embolia pulmonar e até mesmo levar ao óbito.

Todos os anos são diagnosticados cerca de 120 mil novos casos de trombose no Brasil e, de acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, a taxa de recorrência é muito elevada. Só para se ter uma ideia, a estimativa é que 25% dos pacientes que já tiveram o episódio no passado terão trombose novamente no futuro.

O risco de trombose é maior em pessoas do sexo feminino. Isso mesmo! Entre mulheres, o perigo é potencialmente elevado porque elas estão expostas a fatores de risco, como o uso de pílulas anticoncepcionais, alterações típicas da gestação e tratamentos de reposição hormonal, por exemplo. Quer conhecer a trombose mais a fundo? Leia o artigo e saiba mais sobre os sintomas, causas e tratamentos para o problema.

Sintomas da trombose

Em 50% dos casos, a trombose venosa profunda é clinicamente assintomática, nos outros 50% ela pode gerar sinais, como inchaço e dor local. Além disso, sintomas menos clássicos podem surgir, como escurecimento da pele, aumento da temperatura, alergias cutâneas, rigidez muscular, sensibilidade, sensação de queimação e vermelhidão local.

Causas e fatores de risco

A trombose é multifatorial. Ela pode ser causada por acidentes ou traumatismos grandes que impactam os vasos sanguíneos, complicação de cirurgias na região pélvica, ou nos membros inferiores, demasiado tempo em repouso, permanência na mesma posição em viagens longas e imobilização das pernas.

Outros fatores aumentam a tendência ao tromboembolismo.  Entre eles estão a obesidade, tabagismo, gravidez, alguns tipos de câncer que comprometem a coagulação, uso de pílulas contraceptivas, insuficiência cardíaca, predisposição genética, terapias hormonais, presença de veias varicosas, doença inflamatória intestinal, síndrome nefrótica, existência de cateter venoso na veia femoral e idade superior a 60 anos.

Tratamentos para a trombose

O tratamento da trombose deve ser iniciado imediatamente após o diagnóstico, para evitar complicações, controlar os sintomas e aumentar as chances de recuperação do paciente. O tratamento prévio também impede o crescimento do coágulo, evita que ele avance para outras regiões e minimiza as chances de recorrência do problema.

O tratamento inclui o uso de anticoagulantes, inserção de filtros em veias abdominais para impedir o deslocamento dos trombos para o pulmão, uso de meias de compressão para reduzir os inchaços e internação para o monitoramento da doença.

Para diminuir os riscos de novos casos de trombose, medidas preventivas devem ser adotadas, como por exemplo, abandonar o cigarro, moderar o consumo de álcool, controlar o peso, praticar exercícios físicos, evitar a permanência na posição sentada por um período prolongado e fugir da automedicação.

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Vaginite: Sintomas, causas e tratamento

Vaginite: sintomas, causas e tratamento

Um dos distúrbios ginecológicos mais recorrentes, a vaginite é a inflamação da área íntima da mulher, provocada por microrganismos. Podendo afetar mulheres de todas as idades, incluindo crianças. A sua causa está relacionada não só aos microrganismos, mas também a substâncias como sabonetes e até mesmo roupas.

Quando a vulva também inflama, a condição é conhecida como vulvovaginite. Neste artigo, apresentaremos os sintomas, causas e os meios de tratar a doença. Acompanhe.

Quais os sintomas da doença?

A inflamação da região íntima da mulher traz os seguintes sintomas:

  • corrimento;
  • odor vaginal;
  • irritação na área;
  • secura;
  • sensibilidade;
  • coceira;
  • vermelhidão;
  • inchaço;
  • em alguns casos, a paciente também pode sofrer com micção frequente.

Entendendo as causas da vaginite

As causas da doença são variadas. A faixa etária da paciente é um dos principais fatores que contribuem para essa variação, assim como situações do cotidiano.

Mulheres que fazem uso de calças muito apertadas e produtos como absorventes internos têm maior propensão a desenvolver a inflamação no tecido da região íntima.

Com relação à infecção dos tecidos da vagina causada por bactérias, é importante esclarecer que ela pode ocorrer tanto por conta da má higienização da região, quanto por relações sexuais desprotegidas e após o período menstrual.

Reações alérgicas a determinados produtos que entram em contato com a área também podem resultar na inflamação, tais como: sabonetes normais ou íntimos perfumados, medicamentos, amaciante de roupas, látex de preservativo, papel higiênico perfumado e lingeries de materiais sintéticos.

Transformações no corpo também são uma das causas da vaginite. Mulheres grávidas, em período pós-parto e de amamentação, em tratamento com quimioterapia ou radioterapia e que adentraram a menopausa têm a pele da vagina afinada. Como consequência, ela se torna mais sensível e sujeita a irritações, ardência e dores durante o ato sexual. O corrimento também pode surgir.

Já em crianças, a doença é causada por contaminação pela flora decorrente do trato gastrointestinal, tendo como principais fatores a má higienização da área e das mãos. Alergias também podem ajudar a desenvolver o quadro.

Tratando o problema

Para cada caso específico, há um tratamento. Para saber qual o indicado para o seu caso, o ideal é consultar um ginecologista. Somente esse especialista saberá dizer quais as causas da inflamação, prescrevendo os medicamentos adequados.

Dentre os tratamentos, estão antibióticos, pomadas vaginais, antialérgicos, lubrificantes íntimos e reposição hormonal. Em alguns casos, o ginecologista também poderá prescrever medicamentos para o parceiro da paciente, evitando, assim, novas infecções.

Como se prevenir da doença?

Assim como o tratamento é fundamental, a prevenção também é. Para evitar esse tipo de complicação, a mulher precisa tomar alguns cuidados.
São eles:

  • evitar o uso de shorts e calças muito apertados,principalmente em dias quentes;
  • dormir com pijamas leves ou até mesmo sem calcinha;
  • evitar o uso do absorvente interno por períodos muito longos;
  • não consumir antibióticos sem necessidade;
  • evitar duchas na região íntima;
  • não fazer sexo sem camisinha. Ao ter relações protegidas, evita-se não só a vaginite, como também outras DST.

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Formação Profissional

Médica Ginecologista e Obstetra formada pela Faculdade de Medicina da USP em 1987, especializada em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da FMUSP e com título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia concedido pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.

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Oferecer excelência e qualidade no atendimento, humanizando-o e proporcionando o bem-estar de nossas pacientes.

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Excelência, respeito, cuidado, humanismo no trato de todas as pessoas.

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Nossa equipe tem como princípio a busca pela excelência, através do atendimento integral e humanizado e o alto comprometimento com a paciente. Tem atuação em hospitais conceituados como Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital e Maternidade São Luiz, Maternidade Pro Matre Paulista, Hospital Santa Catarina, entre outros.

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